Cursos e workshops!

Workshop de composés

Novo curso no Universo da Cor em São Paulo, SP:

8h/aula
27.abr.13 / sábado
das 9 às 13h e das 14 às 18h
investimento: R$ 550,00 à vista (na matrícula) ou 2 x R$ 290,00
local: Universo da Cor
O curso tem início com uma breve apresentação teórica sobre Estampas Coordenadas, suas possibilidades criativas e procedimentos para elaboração de Composés, seguida de exercícios práticos, nos quais os alunos desenvolvem seus próprios Composés a partir dos arquivos de estampas trazidos para o curso.
Durante o exercício individual, o processo criativo do aluno é conduzido por Wagner, que orienta sore os elementos a serem explorados nos Composés, alterações de cores e motivos, recortes e módulos de repetição.
   
A cor na arte, Livros I COR

A cor no processo criativo

Já em sua 4ª edição, “A COR NO PROCESSO CRIATIVO” é um livro bastante conhecido em escolas de arte e design.

No ano de seu lançamento pela editora Senac-sp, em 2006, foi selecionado pelo Museu da Casa Brasileira para a exposição do 20° Prêmio Design na categoria trabalhos escritos.

Sinto uma grande satisfação em relação a este trabalho, principalmente quando estudantes, arquitetos, designers ou consultores de imagem me contam o quanto a sua leitura lhes foi útil e esclarecedora.

Trata-se em síntese de um livro sobre a cor que aborda os processos criativos. O texto é bastante acessível e parte de muitas imagens para falar de Goethe, da Bauhaus e seus mestres pintores.

Na época da pesquisa de mestrado, eu criei ilustrações e esquemas cromáticos para compreender e expor as teorias de Itten, Kandisnky, Klee e Albres. Acredito que este esforço para redesenhar os esquemas gráficos destes mestres da cor tenha contribuído para tornar o livro mais didático e interessante.

Voltado à atividade criativa, o livro oferece uma visão abrangente do uso das cores que não se restringe apenas aos aspectos técnicos ou físico-químicos do fenômeno cromático, nem recai no dogmatismo das superstições e preconceitos que cercam a maior parte das publicações sobre psicologia das cores.

Procurei compreender os processos de assimilação das cores pelo sistema visual humano, assim como fizeram Goethe e os mestres da cor. As teorias da Bauhaus relatadas no livro nos mostram como as relações entre as cores que caracterizam o nosso sistema visual podem ser apropriadas pela linguagem plástica para cooperar com a transmissão de sentimentos, sensações e mensagens.

Para uma apresentação mais completa do livro, transcrevo a seguir o release da primeira edição, providenciado na época do lançamento pela editora Senac-sp:

“A cor é um fenômeno que exerce fascínio, desperta interesse e deslumbramento nas pessoas. Quem trabalha com fotografia, arte, cenografia ou qualquer área da comunicação visual conhece sua importância no processo de criação e composição da imagem.

Para mostrar que o estudo das cores pode ultrapassar as abordagens intuitivas ou místicas até então realizadas no Brasil, a arquiteta e urbanista Lílian Ried Miller Barros escreveu A Cor no Processo Criativo – um estudo sobre a Bauhaus e a teoria de Goethe, lançamento da Editora Senac São Paulo para a 19ª Bienal Internacional do Livro, em 2006. A pesquisa inédita no país apresenta um diagnóstico da influência, da percepção e dos sentimentos humanos na escolha dos tons e combinações.

Fruto de uma dissertação de mestrado desenvolvida na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU – USP), o livro faz uma análise sobre a Bauhaus – famosa escola de design alemã –, que concebeu a cor como ferramenta criativa, pensando-a paralelamente ao ensino das formas. A autora reúne o pensamento de artistas que fizeram parte dessa doutrina como Paul Klee, Josef Albers, Johannes Itten e Wassily Kandinsky, mostrando suas reflexões sobre a comunicação visual e suas metodologias didáticas, que enriqueceram o ensino das artes. Os representantes da Bauhaus uniram questões subjetivas, experiências pessoais e técnicas de libertação criativa às teorias das cores.

A obra também aborda as questões relativas à percepção da cor pelo ser humano e as distorções e adaptações do nosso aparelho visual conhecidas como ilusões de ótica. Uma das premissas da didática da cor na Bauhaus era justamente trazer à tona as leis da percepção visual humana como fator determinante do conceito de harmonia cromática.

Para traduzir estas teorias, a autora desenvolveu e adaptou muitas ilustrações,  algumas inéditas, que facilitam a compreensão do leitor.

Por fim, no último capítulo, o livro investiga a Doutrina das Cores de Goethe, que abriu novas portas para o conhecimento das cores no século 18 e serviu como base para os mestres da Bauhaus e outros estudos que se seguiram. Goethe foi o primeiro a entender a cor como um fenômeno fisiológico e psicológico e não apenas físico como proposto anteriormente por Isaac Newton.”

O livro A cor no processo criativo encontra-se à venda nas maiores livrarias do país.

Valor do livro (sugerido pela editora): R$ 119,00

A cor na arte, Livros I COR

Cromofobia de David Batchelor

CromophobiaEste livro eu descobri numa viagem em 2007. Entrei numa livraria em Auckland e perguntei se havia alguma publicação recente sobre o tema da cor. Fiquei intrigada com o título. Não era bem o que eu esperava, mas resolvi comprar.

Não me arrependi. Trata-se de uma instigante crítica a repeito dos preconceitos ocidentais em relação às cores e suas mensagens, que me impressionou e influenciou significativamente na elaboração da minha pesquisa de doutorado (uma reflexão sobre os usos criativos da cor, FAU USP 2008-2012).

David Batchelor, o autor escocês que vive em Londres, além de escritor é um artista contemporâneo que explora sensações inusitadas com as cores em seus trabalhos e instalações com efeitos luminosos e transparências (veja em http://www.davidbatchelor.co.uk/).

Depois de ler o livro, é possível compreendermos melhor a sua arte, e sua “cromofilia” – termo que define aqueles que não temem a corrupção pela cor, mas, ao contrário são seus defensores e exploradores. Em seus trabalhos percebemos como ele procura questionar os padrões de interpretação da cor e da luz na leitura dos objetos. Brinca com inversões: sombras luminosas, barreiras translúcidas, cascas com a superfície escura e a substância luminosa etc.

Segue a tradução da sinopse da versão em inglês, encontrada no site da Amazon: 

“O argumento central de Chromophobia é que um impulso cromofóbico – medo de corrupção ou de contaminação através da cor – se esconde na cultura e no pensamento intelectual ocidental. Isto é evidente nas muitas e variadas tentativas  para purgar a cor, seja tratando-a como característica de um “corpo estranho” – o oriental, o feminino, o infantil, o vulgar, ou o patológico – ou relegando-a ao reino do superficial, complementar, inessencial, ou da estética.

A cromofobia foi um fenômeno cultural desde os tempos da Grécia antiga, este livro está preocupado com as formas de resistência a ela. Escritores tendem a não ultrapassar o final do século XIX. David Batchelor procura ir além dos limites de estudos anteriores, analisando as motivações por trás cromofobia e considerando o trabalho de escritores e artistas que prepararam-se em olhar para a cor como um valor positivo. Explorando uma grande variedade de abordagens do imaginário, incluindo a “grande baleia branca” de Melville , reflexões de Huxley sobre a mescalina, e “Viagem ao Oriente” de Le Corbusier, Batchelor também discute o uso da cor na arte Pop, Minimal, e manifestações artísticas mais recentes.”

Felizmente já temos uma tradução do livro para o português – Cromofobia, ed. Senac-SP, 2010 – que em breve poderá ser adquirida também através do site do Universo da Cor, acesse: publicações/cromofobia

Fica aqui a dica! Tanto para os cromofílicos, como para os cromofóbicos!