A cor nos ambientes internos, Design de interiores, Exposições

Palestras no Senac São Paulo: capital e interior

Palestra de abertura do Design Essencial na sede do Senac São Paulo em 13.ago.2016
Palestra de abertura do Design Essencial na sede do Senac São Paulo em 13.ago.2016

A 11ª edição do Design Essencial, evento promovido pelo Senac São Paulo, traz o tema Cores, Contrastes, Combinações. Responsável pela curadoria desta ação cultural destinada aos alunos do Senac-SP e aberta ao público interessado, fui convidada a ministrar a palestra A Cor nos Ambientes internos em diversas unidades da capital e do interior.

O Design Essencial acontece de 13 de agosto a 23 de novembro/2016, em 17 unidades da Grande São Paulo e do interior. Confira a programação!

Veja abaixo as unidades em que este evento está sendo oferecido.
Clique na unidade de seu interesse para conferir todo o programa oferecido.
Grande São Paulo
Senac Lapa Tito – Palestra A COR nos Ambientes, com Lilian R. Miller Barros – dia 13/ago, às 10h
Senac Santo André – Palestra A COR nos Ambientes, com Lilian R. Miller Barros – dia 30/ago, às 19h
Senac Santana – Palestra A COR nos Ambientes, com Lilian R. Miller Barros – dia 18/out, às 19h
Senac Santa Cecília – Palestra A COR nos Ambientes, com Lilian R. Miller Barros – dia 30/set, às 19h
Senac São Bernardo do Campo
Senac Taboão da Serra
Senac Penha
Interior
Senac Americana – Palestra A COR nos Ambientes, com Lilian R. Miller Barros – dia 20/set, às 19h
Senac Bauru
Senac Piracicaba – Palestra A COR nos Ambientes, com Lilian R. Miller Barros – dia 23/ago, às 19:30h
Senac Ribeirão Preto – Palestra A COR nos Ambientes, com Lilian R. M. Barros – dia 22/set, às 19:30h
Senac São José dos Campos
Senac Sorocaba
Senac Araraquara
Senac Campinas – Palestra A COR nos Ambientes, com Lilian R. Miller Barros – dia 10/nov, às 19h
Senac Presidente Prudente
Senac Marília

Mais fotos da palestra de abertura do Design Essencial 2016:

 

Fotos: Marcelo Guanabara

Cursos e workshops!, Design de interiores, Iluminação e reprodução de cor

Iluminação e reprodução de cor em ambientes

A percepção visual dos ambientes internos, com suas cores, volumes e texturas, é sempre refém da iluminação, já que a aparência das superfícies coloridas dos objetos e revestimentos depende da qualidade da luz que incide sobre elas.

Ao arquiteto ou designer de interiores cabe tomar as decisões que resultarão numa iluminação eficiente e confortável frente às necessidades de cada espaço, seja o ambiente comercial ou residencial.

Para começar é preciso conhecer  as características das fontes luminosas (lâmpadas), seus índices de reprodução de cores e distribuição espectral. As funções da luz no espaço também precisam ser consideradas, assim como as características das luminárias e seus efeitos. A nossa disposição em permanecer num ambiente bem iluminado se deve a todas essas variantes que envolvem os estudos de luminotécnica.

 

De nada adianta escolher um código de tinta numa paleta de cores para uma parede, por exemplo, se, mais tarde a luz ambiente não será capaz de reproduzir o tom desejado.

Conceitos chaves, como o Índice de Reprodução de Cor das lâmpadas, são fundamentais para evitar distorções de cores. Veja na imagem a seguir, como o tom de rosa/violeta da almofada se transforma quando exposto à diferentes tipos de lâmpadas.

IRC- índice de reprodução de cor

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Imagem utilizada no curso “Iluminação e reprodução de cor em ambientes comerciais e residenciais” / Profª. Silvia Bigoni / Universo da Cor

A arquiteta e especialista em luminotécnica Silvia Bigoni define o IRC (índice de reprodução de cores): “É uma nota ponderada que representa o quanto uma determinada fonte de luz é capaz de reproduzir cores. Um objeto ou uma superfície exposto às diferentes fontes de luminosidade é percebido visualmente em diferentes tonalidades. Essa variação está relacionada com a capacidade da lâmpada de reproduzir as cores dos objetos. A essa capacidade adotou-se o conceito de reprodução de cor em uma escala qualitativa de 0 a 100. Obviamente, o índice de reprodução de cor possui uma relação direta com a reprodução de cores obtida com a luz natural. A luz artificial, como regra, deve se aproximar ao máximo das características da luz natural (referência 100), a qual o olho humano está adaptado. No ambiente residencial, quanto mais naturais forem as fontes luminosas melhor, com IRC entre 80 e 100.” 

Diferentes temperaturas de cor de uma lâmpada led.

Silvia atuou na OSRAM do Brasil por 11 anos e é hoje consultora do Prêmio ABILUX de Projetos de Iluminação. Desenvolve projetos de luminotécnica residencial e comercial, entre os quais destacam-se Livraria Cultura, Artefacto, Esfera e Confort Hotéis.

Saiba mais sobre os cursos de iluminação oferecidos pelo Universo da Cor em São Paulo-SP:

Curso Iluminação e reprodução de cor em ambientes residenciais
Carga horária 14h/aula

 

 

Curso Iluminação e reprodução de cor em ambientes comerciais
Carga horária 14h/aula

 

Curso LEDs: cores e aplicações na arquitetura e no design de interiores

Carga horária 16h/aula

Próxima turma: em breve!
sexta e sábado das 9h às 18h

A cor nos ambientes internos, Design de interiores

Cores, humor e clima do ambiente

A entrevista que dei à Silvana Maria Rosso, consultora editorial e de estilo, para elaboração de uma matéria sobre cores na decoração foi ao ar esta semana.
Confira!

Cores podem influenciar o clima do ambiente e nosso humor

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Silvana Rosso entrevista Lilian Ried do Universo da Cor para a matéria do UOL Mulher

Em um post recente aqui no Blog, falo um pouco mais sobre o assunto: A influencia das cores

Descanso para os olhos, Design de interiores

A influência das cores

Sabemos que as cores exercem influência no nosso estado de ânimo, mas é preciso ter muito cuidado ao tirar conclusões precipitadas.

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O vermelho em excesso, por exemplo, pode ser cansativo ou irritante num ambiente, quando associado a determinadas formas e inserido num jogo específico de contrastes. O mesmo tom de vermelho, em outro contexto, associado a outras formas e cores, pode ter um efeito acolhedor e agradável, como mostram as imagens a seguir.

Exemplo de ambiente dominado pelo vermelho, no qual a distribuição dos elementos e a criação de fortes contrastes coopera para a sensação de sobrecarga e intensidade, tornando o espaço visualmente cansativo para uma longa permanência. Contribui para esse efeito, o estilo rebuscado do mobiliário e a presença de estampas, que estimulam o olhar na identificação dos seus detalhes.
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Exemplo de ambiente dominado pelo vermelho com distribuição setorizada dos elementos e cores. Tonalidades menos intensas tonam os contrastes mais confortáveis ao sistema visual, criando áreas de continuidade e, consequentemente, um espaço mais acolhedor para longa permanência.

Em meus estudos sobre a percepção das cores, desenvolvidos na USP durante as pesquisas de mestrado e doutorado, realmente constatei, com base na neurociência e na semiótica discursiva, que este assunto fascinante é bastante complexo. O efeito da percepção das cores se dá através de uma rede de relações nos cenários em que as percebemos. As formas, estilos, texturas e associações culturais interagem com as cores para dar sentido a elas. Assim, a interpretação da cena visual é o resultado intrincado de todas essas relações.

A sensação cromática interage com outros sentidos além do visual, como paladar, olfato, tato, audição, sensação de frio ou calor etc. A estrutura emocional e cultural daquele que percebe também é fundamental nesse processo. Se você está de mau humor, por exemplo, cores e formas podem passar despercebidas, ou podem ser vistas de maneira distorcida, com conotações negativas.

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Mesma cor indica sensações diferentes de paladar, como mostra o exemplo acima. Nestas situações, a mensagem visual não se resume à cor, mas na sua relação com as formas, texturas e aromas.

As investigações científicas sobre os efeitos das cores não levaram, até hoje, a respostas absolutas ou confiáveis. Quando estive na Suécia em 2011, participando do International Colour Design Workshop, promovido pela NCS Colour Academy, confirmei minha descrença na existência de uma resposta humana padronizada às cores, ao conversar com outros estudiosos do assunto. Pesquisas dessa natureza – que testam a permanência de pessoas em determinados ambientes coloridos – mostram que o mesmo experimento apresenta resultados contraditórios quando é repetido, seja em outro momento ou com amostragem de público diferente.

Assim, embora muitos ainda busquem essa resposta generalizante, não é possível imaginar a cor como uma tecla que, quando acionada, cause um efeito conhecido em nosso estado psíquico. A percepção humana é um território extremamente complexo, com um potencial associativo imensurável para estabelecer novas relações, interpretações e significados.

Por essa razão, procuro não ensinar receitas de aplicação das cores aos meus alunos – arquitetos e designers que frequentam cursos como Projetando com a COR ou A cor nos ambientes internos. Faço com que eles, através de exercícios com placas coloridas (Kit Projetando com a COR), compreendam a interatividade cromática para criarem projetos em que prevaleça conforto visual e boa legibilidade de contrastes. Descobrir e ampliar as possibilidades de combinar as cores é algo que enriquece o trabalho de todos que lidam com a comunicação visual.

Pude constatar essa flexibilidade de sentidos e significados da cor na minha pesquisa de doutorado concluída em 2012 – um estudo sobre os usos criativos da cor -, onde analiso e comparo diversos discursos visuais, entre filmes de cinema, campanhas publicitárias e objetos de design. O contexto em que a cor aparece, seja ele a cena de um filme, uma sala de jantar, ou a embalagem de um refrigerante, é determinante para a análise de qualquer efeito psíquico que a cor possa provocar. A simbologia das cores, que corresponde a associações socioculturais, também muda com o tempo, adequando-se a novos hábitos e influências. A existência de uma referência simbólica da cor em determinada cultura não impede, portanto, que o criador, arquiteto ou designer, estimule novas leituras e alcance efeitos inusitados com as cores.

Do ponto de vista criativo, é limitante oferecer receitas dos efeitos que as cores provocam. O ideal é sempre considerar o conjunto composto pelo espaço, formas e cores, através de uma visão mais abrangente e menos dogmática. Cada contexto com suas particularidades, apresenta uma rede de relações que pode transformar, questionar ou até mesmo contradizer uma determinada simbologia associada às cores.

 

Confira outros posts sobre a percepção das cores:

A cor nos ambientes internos

A sensação da cor: um presente da evolução

O fenômeno da cor e seus mistérios

As cores de 2014

 

Fonte das imagens utilizadas neste post (respectivamente, em relação à ordem em que aparecem):
http://www.redbookmag.com;
http://www.mattengloss.in;
http://flippywall.com;
http://adflash.eu

Cursos e workshops!, Descanso para os olhos, Design de interiores, estamparia, Inspiração, Moda, Testes de cor

O fenômeno da COR e seus mistérios

Curso Projetando com a COR / Universo da Cor, São Paulo, mar2014

A percepção da cor é um fenômeno decorrente da especialização da visão humana, também presente em outras espécies de animais, como pássaros, primatas, insetos e peixes.

Por ser a cor inerente ao nosso universo visual, às vezes não nos damos conta de como a sua percepção é suscetível a alterações e efeitos curiosos.

 

Mas quem faz uso constante das composições de cores em seus projetos sabe como dá trabalho elaborar combinações agradáveis, evitar situações ofuscantes e balancear os contrastes.

Frequentado por designers, fotógrafos, arquitetos e profissionais da moda, o curso Projetando com a COR amplia a percepção das relações entre as cores a partir das constatações da neurociência e contribui para a elaboração de composições sedutoras, assegurando a boa legibilidade dos contrastes de cor. É essencial para quem precisa garantir o conforto visual, sem perder horas e horas com o método da tentativa e erro.

Não se trata de um curso que oferece receitas prontas de combinações de cores, mas de um treino visual que permite compreender a dinâmica dos contrastes.

Curso Projetando com a COR / Universo da Cor, São Paulo, set/2013
Curso Projetando com a COR / Universo da Cor, São Paulo, set/2013

É muito gratificante para mim, que ministro esse curso há mais de 14 anos, observar o espanto e a descoberta na expressão dos alunos durante os exercícios com placas coloridas (kit Projetando com a COR).

O sorriso e a satisfação desses profissionais das áreas de comunicação visual, ao perceberem o alcance de conceitos como “contraste simultâneo” ou “interatividade cromática”, é sem dúvida o que mais me estimula nesta atividade didática.

Curso Projetando com a COR / Universo da Cor, São Paulo, set/2013
Curso Projetando com a COR / Universo da Cor, São Paulo, set/2013

A próxima turma será agora em final de agosto:
Últimas vagas – sexta e sábado, 29 e 30/agosto/2014, no Universo da Cor, em São Paulo!
*Obs.: Aproveite para pagar a matrícula com desconto até o dia 31/julho!

Mais informações (valores, inscrição e matrícula):
http://www.universodacor.com.br/cursos-e-eventos/68/programa/projetando-com-a-cor.html

Veja, aqui mesmo no Blog, + fotos das últimas turmas

Curso Projetando com a COR, realizado em março/2014 no Universo da Cor Centro de Estudos e Pesquisas sobre as Cores
Curso Projetando com a COR / Universo da Cor, São paulo, mar/2014

Conheça outros cursos oferecidos pelo Universo da Cor, em São Paulo!

Cursos programados
http://www.universodacor.com.br/cursos-e-eventos
Cursos em breve:
http://www.universodacor.com.br/cursos-e-eventos/programas/em-breve.html

Descanso para os olhos, Design de interiores, estamparia, Inspiração

As cores de 2014

Em dezembro recebi uma ligação da Mariana Mello de Moraes, da redação da revista Casa e Jardim. O assunto da matéria eram as tendências (apostas) de cores para 2014.

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Revista Casa e Jardim – dez.2013 / detalhe da matéria de Mariana Mello de Moraes

Como minha especialidade não é prospecção de tendências e sim comunicação visual das cores e percepção (neurobiologia da visão), procurei contribuir com algumas dicas, mostrando que as cores – tendência ou não – dependem do contexto para transmissão de sensações e significados.

Vejo de forma positiva o lançamento de uma tendência de cor. É um convite a reciclar associações antigas e deixar para trás alguns preconceitos. As cores são sensações com inesgotável potencial simbólico e associativo.

Uma das apostas para 2014 foi um tom de turquesa (ou azul esverdeado). Na reportagem, os objetos selecionados para representar esta cor, com formas e design sugestivo, somados aos nomes promocionais como, por exemplo, Lagoa Particular (Tintas Coral), são associações cognitivas (visuais e verbais) que nos induzem a concebê-la como algo novo e inusitado.

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Revista Casa e Jardim – dez.2013 / detalhe da matéria de Mariana Mello de Moraes

Em outras palavras, cada tonalidade de cor funciona como um ator que pode interpretar diversos papéis. Dependendo do contexto, do design e do discurso do personagem, nós nos identificamos mais ou menos com ele. 

Além de todas essas influências, perceber as cores é um fenômeno que depende fundamentalmente dos seus contrastes com as cores e superfícies vizinhas.

No caso do azul esverdeado comentado acima, expliquei à Mariana que ele será percebido de maneira diferente em cada aplicação. Torna-se mais azul, por exemplo, quando cercado de verdes.

Porém, num contexto de superfícies claras, com predominância de lilases e rosa, o mesmo tom de turquesa torna-se mais pesado, e se transforma em verde, quase um verde bandeira.

Veja a seguir uma imagem elaborada no Universo da Cor para demonstrar essas transformações:

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O mesmo tom de verde azulado é percebido de maneira diferente. Cercado de verdes o tom parece mais claro e azulado. Já entre os tons de rosa e lilás, torna-se mais verde.

Tudo depende da conversa que a cor estabelece com o objeto e seu entorno, das transições para as cores vizinhas, do estilo da decoração e das referências culturais de quem interpreta esse cenário. O efeito das cores não é, portanto, um dado isolado. Trata-se de uma construção que envolve vários aspectos da nossa percepção, recebendo influência de outras esferas sensíveis, como a temperatura ambiente, ruídos sonoros, e o próprio estado de espírito de quem observa.

Por tudo isso eu sempre digo: não existe cor feia, e sim composições que agradam ou desagradam. 

Assim, que 2014 seja um ano inspirador! Permita-se deslumbrar com novos coloridos! 

Para ler outros posts sobre percepção da cor, acesse:

A sensação da cor: um presente da evolução
A cor da roupa altera a percepção do tom da pele
Iluminação e reprodução de cor em ambientes
A cor faz toda diferença na estamparia

Para ler a matéria da Mariana no site da Casa e Jardim, acesse: 

As cores de 2014 (Revista Casa e Jardim)

Cursos e workshops!, Design de interiores, Iluminação e reprodução de cor

Design de luminárias: formas, funções e aplicações

Luminárias modelam a luz e criam atmosferas diferenciadas nos ambientes.
No mercado nem sempre é possível encontrar a luminária que procuramos, ainda que seja uma solução de forma simples, leve e clean. Os preços também costumam ser altos para modelos com design mais elaborado ou produtos importados.
Por essa razão, arquitetos e designers de interiores muitas vezes se aventuram no projeto de luminárias, na busca por soluções econômicas e adequadas aos ambientes.

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Exemplos de luminárias e ambientes comentados no curso
Workshop design de luminárias / Universo da Cor – São Paulo

Entretanto, o conhecimento necessário para o projeto seguro e funcional de luminárias exclusivas não faz parte do programa da maioria dos cursos de graduação, requerendo uma especialização também difícil de encontrar.

Por essa razão, atendendo à solicitação de alguns profissionais que frequentam os cursos do Universo da Cor, resolvemos oferecer este curso-workshop nesta área.

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Exemplos de luminárias comentados no curso
Design de luminárias: formas, funções e aplicações / Universo da Cor – São Paulo


Trata-se do curso de Workshop design de luminárias que acontece semestralmente no instituto em um dia de imersão, normalmente num sábado. 

A proposta é abordar com clareza as questões que envolvem as formas, funções e aplicações das diversas tipologias de luminárias. São apresentados diversos exemplos de soluções criativas e econômicas que qualificam os espaços.

Os detalhes técnicos da confecção de luminárias também é abordado, assim como a relação custo-benefício dos diferentes materiais disponíveis no mercado, oferecendo um panorama de fornecedores e fabricantes, padrões (normas), peças e componentes.

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Luminárias feitas com  folhas de polipropileno,
exemplos comentados no Workshop design de luminárias / Universo da Cor – SP

No Workshop de luminárias, aberto a todos os interessados, os participantes confeccionam sua própria luminária, criando uma peça exclusiva em material plástico. Uma película plástica translúcida e de baixo custo permite criar luminárias, possibilitando diferentes formatos.

A parte da manhã é dedicada às informações que envolvem a criação e projeto de uma luminária e à tarde os participantes executam, cada qual o seu projeto, recebendo um kit contendo fio, soquete e canopla para montar uma luminária pendente, assim como as folhas de polipropileno e demais ferramentas necessárias.

Clique no link abaixo para acessar mais informações sobre o curso-workshop:

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Cursos e workshops!, Descanso para os olhos, Design de interiores, estamparia, Exposições, Inspiração

A cor desconstruída, por Tricia Guild

Ontem no fim da tarde, estive no Espaço Gardens com minha amiga paisagista Caterina Poli.

Participamos do evento Colour Experience promovido pela Revista Casa e Jardim, e assistimos à palestra de Tricia Guild, famosa designer britânica e fundadora da Designers Guild, empresa com representação internacional, inovadora em composição de cores e padrões de tecidos para decoração.

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Tricia Guild no Colour Experience (Foto: Marcia Evangelista/Casa e Jardim)

Tricia mostrou lindas imagens de interiores e falou sobre sua inspiração para projetar com a cor, que surge a partir de objetos e situações inusitadas como uma antiga foto em preto-e-branco ou um figurino da moda. O que importa, como ela bem colocou, é o interesse e o olhar de quem capta essas referências.

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Site da Designers Guild: http://www.designersguild.com

Fica aqui a recomendação do novo livro de Tricia Guild que foi gentilmente presenteado aos participantes do evento – “A cor desconstruída” -, com fotos de James Merrell. Nele, encontram-se imagens inspiradoras para o design de interiores, criação de estampas e composição de cores nos cenários.

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“A cor desconstruída” – livro de Tricia Guild, lançado em português no evento Colour Experience da Revista Casa e Jardim

Com certeza aproveitarei para comentar sobre o livro e o trabalho de Tricia Guild no próximo curso A cor nos ambientes internos, que acontece agora em 25 e 26 de outubro/2013!

Para informações sobre cores nos ambientes internos, cuidados e dicas, acesse outro post neste blog: A COR nos ambientes internos.

ima_cursos_ambientes1Curso A COR nos ambientes internos

Carga horária 14h/aula

Próxima turma:
25 a 26.out.13 / sexta e sábado

das 9 às 13h e das 14 às 17h

A cor nos ambientes internos, Cursos e workshops!, Descanso para os olhos, Design de interiores

A COR nos ambientes internos

Designers de interiores e arquitetos sabem que um projeto transforma-se com a composição de cores. Sutis diferenças de luminância entre os tons coloridos, como mostram as imagens abaixo, fazem grande diferença na leitura do espaço e sua atmosfera. Por isso é tão importante, sobretudo para esses profissionais, compreender o funcionamento do nosso aparelho visual e aprender a dominar as relações entre os contrastes.

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Simulação de cores / atmosfera / utilizada no curso A COR nos ambientes internos

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A relação entre as cores e o conforto ambiental

Um ambiente oferece conforto visual quando os contrastes entre as cores foram bem resolvidos, ou seja, quando não causam ilusão de ótica ou ofuscamento. Além disso, é preciso garantir uma boa leitura dos objetos e do espaço. E, finalmente, alinhar tudo isso com a proposta/uso/atmosfera do ambiente. Trata-se de um trabalho bastante complexo, pois são muitos os detalhes e os elementos que participam da composição das cores em um ambiente: tecidos, revestimentos e acabamentos; pintura das paredes, piso e teto; tapetes, mobiliário, quadros etc.

Sem contar com a influência da luz natural e artificial, pois a percepção das cores e da atmosfera dependerá da distribuição, qualidade e dos níveis de iluminação. 

Não é atoa que muitos profissionais sentem-se inseguros na hora da escolha das cores. Isso acontece porque eles não tiveram a oportunidade de discutir com profundidade essas questões durante o curso de graduação. Quando a composição de cores se torna um jogo intrincado e sem referências, a decisão fica por conta da intuição ou resulta do método da tentativa e erro, no qual várias possibilidades são experimentadas até se alcançar uma combinação satisfatória. O problema é que, nestes casos, fica difícil entender e justificar as próprias escolhas. 

Ouço dos meus alunos que a dificuldade enfrentada por eles durante o processo de selecionar as cores acaba levando-os a usar as mesmas composições de projetos anteriores, ou a trabalhar com os tons neutros para não criar muitos atritos com os clientes. Diante desta limitação, eles procuram os meus cursos e acabam descobrindo um universo de novas possibilidades, na medida em que assimilam as leis dos contrastes e entendem o funcionamento do sistema visual humano. 

ACorAmbientesInternosUDC (104)

Outra dificuldade enfrentada por arquitetos e decoradores está na argumentação para convencer o cliente de que a composição de cores escolhida valoriza o projeto. Os cursos “Projetando com a COR”, “Círculo cromático” e “A COR nos ambientes internos” surgiram para preencher essa lacuna na formação de arquitetos e designers oferecendo uma abordagem profunda dos contrastes e das composições cromáticas, embasada na neurobiologia dos sistemas visuais.

Uma vez compreendidos os processos de compensação visual associados à percepção das cores, os alunos passam a questionar as próprias escolhas, observando seus efeitos e livrando-se de preconceitos.

No curso “A COR nos ambientes internos”, alguns exercícios são realizados diretamente com amostras dos materiais de revestimentos (como texturas, carpetes, pisos cerâmicos, tecidos etc). A textura das superfícies modela a luz, interferindo na percepção das cores.

ACorAmbientesInternosUDC (147)

A minha linha de pesquisa e trabalho com as cores é contra a imposição de regras de harmonia, ou receitas prontas de composições ideias. A concepção de harmonia articula-se com a cultura, com os hábitos, com influências de diversas origens e também esta relacionada ao gosto subjetivo do usuário. Assim como não podemos falar de uma forma ideal para um projeto específico – por exemplo, a planta ideal de uma sala, o melhor desenho para a estampa de um tecido decorativo -, também não convém limitar o universo das cores a padrões preestabelecidos. Cada projeto tem suas particularidades, envolvendo costumes e contextos dos usuários. Cada caso é um caso.

Gosto não se discute, se compreende

Um dormitório pintado num tom de azul suave (pouco saturado) pode parecer, a princípio, a receita de um ambiente relaxante para qualquer usuário. Mas isso é um grande engano. A mesma tonalidade de azul, pode ser tediosa para uns, muito escura para outros, ou pode contrastar excessivamente com o mobiliário, por exemplo. Assim, é preciso investigar as preferências cromáticas do usuário, procurando adequá-las à atmosfera que se pretende criar no ambiente.

A identidade cromática do cliente não se resume à cor que ele mais gosta. Trata-se sobretudo de conhecer a sua predileção por contrastes, níveis de claridade e combinações.

Algumas pessoas relaxam em ambientes claros e se sentem sufocadas em ambientes escuros. Outras precisam de ambientes mais intimistas – menos iluminados – para repousar. Há preferências por contrastes fortes e também por transições suaves. O gosto subjetivo do usuário não deve ser descartado, mas compreendido pelo arquiteto, contribuindo para um projeto adequado à sua sensação de bem-estar.

Entre os fatores objetivos podemos considerar o equilíbrio dos contrastes que evita situações de desconforto ou confusão visual.

As cores dependem dos contrastes para serem percebidas. Um tom de azul, por exemplo, interage de maneira diferente com as demais cores e texturas que participam do campo visual. Se os móveis são de madeira escura, o tom de azul da parede tenderá a parecer mais claro, ao passo que  o contraste com a madeira clara e amarelada levará à percepção de um azul bem mais intenso, como mostra a imagem abaixo.

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Para controlar os contrastes, ou seja, compreender como é possível intensificá-los ou diminuí-los adicionando outras cores, é fundamental conhecer as misturas dos pigmentos. Por essa razão, a pedido dos meus alunos, desenvolvi o workshop Círculo cromático, um curso estritamente prático, com duração de um dia, no qual os participantes misturam tintas para obter mais de 90 tonalidades, partindo das cores primárias. Este workshop possibilita aos alunos a confecção dos seus próprios modelos cromáticos – um círculo e uma estrela – ferramentas que auxiliam o exercício de combinação de cores e previsão de contrastes.

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Uma composição agradável para longa permanência, que possa surpreender sem comprometer o conforto visual, depende portanto de um conjunto de fatores subjetivos e objetivos. Essa forma de abordagem permite elaborar o projeto cromático de um ambiente considerando o perfil do usuário e a neurobiologia dos sistemas visuais.

Para informações mais detalhadas sobre os cursos citados neste post, acesse:

ima_cursos_ambientes1Curso A COR nos ambientes internos
Carga horária 12h/aula

Próxima turma: Terça e quarta, 22 e 23.maio.2018

Terça das 9 às 18h e quarta das 9 às 13h

ima_curso_circuloWorkshop Círculo Cromático
Carga horária 7h/aula

Próxima turma: Domingo, 20.maio.2018
das 9 às 17h

Conheça também o curso Projetando com a COR!

Design de interiores, Iluminação e reprodução de cor

O que é uma lâmpada dicróica led? | Cidade Led

por Decio I Blog Cidade Led

O que é uma lâmpada dicróica led?

Pesquisei o assunto para encontrar essa resposta, visto que a sentença “lâmpada dicróica led” é muito comum.

Tecnicamente falando, a sentença está incorreta.  O termo dicróica refere-se a lâmpada halógena com refletor coberto por material dicróico, ou seja, aquele que reflete ou absorve a luz dependendo do comprimento de onda. A lâmpada led em geral não tem essa característica.

Mas então, qual a origem do termo lâmpada dicróica led?

Não encontrei evidências da origem, mas entendo que seja a tentativa de indicar uma lâmpada led que substitui a lâmpada dicróica convencional. Entenda por convencional aquele modelo mais comum da lâmpada dicróica, que segue o padrão chamado PAR16. Este padrão determina vários aspectos técnicos da lâmpada, entre eles o diâmetro de 2 polegadas (50mm).

A sigla PAR (oriunda do inglês “parabolic aluminized reflector“) começa com a designição PAR16 e avança pelos tipos PAR20, PAR30, PAR36, PAR38, PAR46, PAR56 e PAR64. Para maiores informações consulte a tabela aqui.

E qual é a lâmpada dicróica led, ou melhor dizendo, a lâmpada led padrão PAR16?

Existe uma grande variedade de modelos de lâmpadas led no padrão PAR16. Gosto muito das lâmpadas tipo COB led e também das power led. São compactas, possuem boa luminosidade e acima de tudo, possuem uma eficiência impressionante (eficiência é a relação entre capacidade luminosa e consumo de energia).

Lâmpadas led padrão PAR16

Lâmpadas led padrão PAR16

Ainda existem modelos com alimentação de 12 volts, mas as mais populares são ligadas na rede 110v ou 220v diretamente, sem transformadores ou fontes, simplificando a instalação. São comercializadas em vários conectores, entre eles E27 (rosca comum) e GU10.

Mais opções de ‘cor’

Diferentemente das lâmpadas dicróica, as lâmpadas led não aquecem, e podem ser encontradas na temperatura de cor ‘cold white’ – branca fria (o branco mais puro, levemente tendendo para o azul).

Temperaturas de cor

Temperaturas de cor

Dica: lâmpadas branca fria ficam muito boas em cozinhas.

Cuidado: luminosidade não é medida pela potência

Para continuar lendo esta matéria: Lâmpada dicróica led | Cidade Led.