Cursos e workshops!

Projetando com a cor e Círculo cromático: 10, 11 e 12 de março/2017! Últimas vagas!

Mais uma turma confirmada para o curso mais procurado do Universo da Cor!

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O seu público alvo é composto por profissionais de arquitetura, cenografia, design gráfico e industrial, estamparia, moda, fotografia, cinema, estudantes e interessados, em busca de um conhecimento profundo e científico sobre a percepção das cores e seus efeitos composicionais. Questões decisivas de projeto como a legibilidade de padrões coloridos e o conforto visual estão entre os principais tópicos do curso Projetando com a cor. Os participantes criam suas próprias composições com placas coloridas, focando necessidades específicas da composição de cores em suas áreas de atuação, esclarecendo dúvidas a respeito da interação cromática e explorando variados efeitos visuais.

Baseado na metodologia eficiente e dinâmica desenvolvida pela Profª. Dra. Lilian Ried Miller Barros, autora do livro “A cor no processo criativo” (ed. Senac-SP, 4ª edição), este curso faz uso de um rico material didático que inclui o Kit Projetando com a COR, promovendo a realização de exercícios que levam o aluno a entender as combinações e rever conceitos de harmonia cromática.

O curso também aborda os efeitos simbólicos e semissimbólicos associados às cores, indicando caminhos para a criação de composições que levam a sensações e estímulos específicos, a partir de uma perspectiva ampla, fundamentada na neurociência e não dogmática.

Para aqueles que querem praticar a mistura de pigmentos e montar seus próprios modelos cromáticos, também está programado o Workshop Círculo Cromático no domingo, 12/março, das 9 às 17h.

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Veja FOTOS destes cursos aqui no blog:

Curso Projetando com a COR

Workshop Círculo Cromático

Saiba mais sobre os cursos oferecidos pelo instituto Universo da Cor em São Paulo-SP!
Vagas limitadas! Reserve a sua!

Projetando com a COR
Carga horária 12h/aula

Próxima turma: 10 e 11 de mar/2017
sexta das 9 às 18h e sábado das 9 às 13h

Workshop Círculo Cromático
Carga horária 7h/aula

Próxima turma: 12 de mar/2017
domingo, das 9 às 13h e das 14 às 17h

Workshop de ilustração com COPIC
Carga horária 7h/aula

Próxima turma: 18 de mar/2017
sábado, das 9 às 12h e das 13 às 17h

Curso A COR na estética pessoal
Carga horária 11h/aula

Próxima turma: 24 e 25 de mar/2017
sexta das 9 às 17h e sábado das 9 às 13h

Daltonismo, Testes de cor

Óculos revelam as cores para daltônicos

Fiquei emocionada quando assisti pela primeira vez aos vídeos da EnChroma, empresa que desenvolveu e lançou em 2012 lentes capazes de revelar cores jamais experimentadas por daltônicos.

A princípio, ao tomar conhecimento da existência de um produto com essa promessa fantástica, confesso que fiquei um pouco cética. Afinal, como uma deficiência visual perceptiva poderia ser “curada” através de lentes que apenas filtram os mesmos sinais luminosos do espectro solar?

Após me emocionar com os depoimentos dos daltônicos e lendo mais sobre o assunto, pude compreender a tecnologia que gerou esse resultado impressionante.

Há vários tipos e graus de daltonismo*. Os mais comuns, são a Protanomalia e a Deuteranomalia, presentes em cerca de 6% da população masculina, que afetam a percepção dos matizes vermelho e verde, podendo variar de uma leve diminuição na intensidade destas cores à dificuldade severa de distingui-las. Isso ocorre, porque as células foto-sensíveis da retina encarregadas de captar os raios verde e vermelho (conhecidas como os cones M e L), por apresentarem curvas de sensibilidade muito próximas e sobrepostas, confundem e mesclam grande parte destes estímulos luminosos.

A cor amarela é normalmente a sensação obtida pela estimulação simultânea desses dois cones (verde e vermelho) para quem possui visão normal para as cores. No caso dos portadores da deuteraomalia, como a curva de sensibilidade do verde e do vermelho encontram-se mais sobrepostas do que deveriam, os estímulos puros de qualquer uma destas duas cores se confundem, resultando, nos casos mais graves, na sensação de amarelo ou marrom, e impedindo a percepção e sensação dos tons vibrantes de verde e vermelho. Veja a seguir, as imagens de uma mesma cena, associada à curva de sensibilidade dos cones que caracteriza a visão normal, à esquerda, e a deuteranomalia, à direita.

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Curva de sensibilidade dos cones na retina humana (Fonte: http://enchroma.com/technology/)

Partindo da constatação que essa deficiência perceptiva decorre unicamente da captação confusa dos raios verde e vermelho na retina, e não se relaciona à interpretação cerebral destes sinais, a solução encontrada pela EnChroma foi elaborar lentes capazes de separar adequadamente os três raios luminosos primários (RGB), bloqueando as frequências intermediárias que causavam confusão pela estimulação simultânea dos cones L e M.

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Lentes desenvolvidas pela EnChroma destacam as cores do espectro visível nas zonas de maior sensibilidade dos cones, bloqueando os raios intermediários responsáveis pela confusão visual dos daltônicos (fonte: http://enchroma.com/technology/)

Embora os portadores desta deficiência melhorem sua capacidade de distinção de cores utilizando as lentes especiais, continuam a apresentar limitações nos testes de daltonismo.

Assim, os óculos não são propriamente uma cura para o daltonismo, mas trata-se de um produto capaz de revelar a este público uma nova dimensão do mundo visível, proporcionando a eles uma experiência sensível que amplia a distinção das cores e é, ao mesmo tempo, emocionante e esclarecedora.

Segundo o fabricante, a utilização das lentes EnChroma por uma pessoa com visão normal das cores proporciona o mesmo “estímulo” que dá à visão dos daltônicos: um efeito poderoso de realce das cores. Além disso, garante a EnChroma que este efeito não compromete o senso de precisão de cor, já que a lente mantem o equilíbrio de tons neutros. Os óculos teriam efeitos benéficos sobre o nosso estado de espírito segundo o depoimento de alguns usuários, inclusive a Equipe EnChroma!

Fiquei com grande vontade de experimentar essas lentes. E você?

Serviço:

Acesse o site da EnChroma e aproveite para realizar o teste de daltonismohttp://enchroma.com/test/instructions/

* Não fica claro no site do fabricante se portadores de outros tipos de daltonismo, como os dicromatas, podem se beneficiar com o uso destes óculos. Creio que as lentes funcionem apenas para aqueles que apresentam tricromacia anômala, ou seja, os casos de daltonismo em que a retina possui três tipos de cones, mas um deles percebe a luz ligeiramente fora do alinhamento padrão.

Cursos e workshops!

A sensação da cor: um presente da evolução

A todo momento somos estimulados por cores e contrastes que configuram as imagens à nossa volta. Reconhecemos desde paisagens naturais e ambientes construídos até composições virtuais nas telas dos aparelhos eletrônicos.

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Tanto nos cenários reais quanto nos virtuais, a percepção visual dos espaços, dos objetos e das próprias pessoas é deter-minada pela presença da luz.
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Nossas retinas, que são camadas de células sensíveis à luz presentes em nossos olhos, identificam cores em diversas nuances de claridade. Nos cenários reais a luz captada pela retina é refletida pelas superfícies dos corpos, nas telas eletrônicas a imagem resulta da emissão direta de luzes coloridas.

As cores não só acrescentam informação à percepção do nosso habitat, como também constituem um estímulo vital. Para uma pessoa com visão normal, a subtração das cores dos objetos, dos alimentos e dos seres vivos induz à tristeza, monotonia e falta de interesse. Em determinados contextos, a falta de cor  pode sugerir um ambiente insípido, uma face apática ou mesmo a morte.

Um simples dia nublado, ao filtrar a luz solar, reduz a intensidade das cores e contrastes. Esse efeito já é suficiente para que muitas pessoas se sintam desmotivadas ou até deprimidas. Ouvimos muito falar sobre a influência isolada de cada cor, mas o que realmente conta não é o efeito de cada cor isoladamente, e sim a composição de todos os tons de um cenário, a forma como estão distribuídos no espaço e os contrastes que foram criados. Ambientes com fortes contrastes de cor e claridade nos deixam mais despertos e apreensivos, já que a percepção das diferenças constitui o nosso maior interesse neurobiológico. Por outro lado, contrastes sutis induzem, com maior efeito, ao relaxamento. 

Nos cursos do Universo da Cor (www.universodacor.com.br) o meu principal objetivo é fazer com que os alunos entendam com profundidade as leis neurobiológicas que regem a nossa percepção visual. Através de exercícios com o Kit Projetando com a COR eles experimentam combinações de cores e compreendem a relação entre os contrastes para poderem projetar com mais segurança e compor cenários prazerosos e criativos. Sem estabelecer regras para a combinação de cores, a proposta didática é ampliar as possibilidades associativas entre as tonalidades, compreendendo sua interação, seja na reflexão cromática de um projeto gráfico, arquitetônico, ambiental ou industrial. 

Curso Projetando com a COR, Universo da Cor, set.2012
Curso Projetando com a COR, Universo da Cor, set.2012

A sensação da cor é um presente da evolução. Ou seja, é uma capacidade que resulta de um longo processo evolutivo. “Grande parte dos mamíferos não enxerga as cores, ou melhor, não as diferencia. Eles possuem apenas o sistema visual denominado pela neurobiologia como “where system” (sistema onde), especializado na percepção de luz e sombra e nas construções de movimento, espaço, posição, profundidade, distinção figura-fundo e organização global da cena visual. Já o “what system” (sistema o quê) – sistema de informação visual associado à distinção das cores –, que é bem desenvolvido nos primatas e em nossa espécie, formou-se a partir de um processo evolutivo mais recente que se sobrepôs ao primeiro (sistema onde), conferindo-nos também a capacidade de distinguir os comprimentos de ondas, reconhecendo cores e objetos (incluindo rostos). Esses dois sistemas visuais paralelos extraem informações distintas do ambiente e constroem, em diversas áreas especializadas do nosso cérebro, todas essas dimensões do visível.”¹
Em 
“A escalada do monte improvável”², uma defesa da teoria da evolução, Richard Dawkins dedica um capítulo aos vários caminhos evolutivos do olho, mostrando as suas diferentes funções e características. Ele faz, por exemplo, uma interessante comparação entre o olho facetado de um inseto e o olho humano. O olho do inseto, embora apto à percepção da luz ultravioleta, que é invisível para nós, ocupa uma área enorme da cabeça, detecta com eficiência os movimentos, permitindo ao seu portador uma varredura de quase 360 graus – o que torna facilita a fuga destes pequenos seres ao menor sinal de mudança no cenário. Os olhos humanos, por sua vez, sem a visão abrangente do inseto, restringem-se a uma visão frontal; mas especializaram-se para a percepção da profundidade e para o reconhecimento de objetos e rostos com grande acuidade. 

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As cores constituem uma sensação que dividimos com algumas outras espécies, como os peixes, pássaros e insetos, além dos primatas. O que nos faz pensar que, para além das sua funções biológicas, são uma fonte de prazer visual que temos o privilégio de desfrutar!

1 – BARROS, Lilian Ried Miller. “A cor inesperada: uma reflexão sobre os usos criativos da cor”. Tese de Doutorado/ Área de concentração: Design e Arquitetura – FAU USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Orientador: Silvio Melcer Dworecki. São Paulo, 2012.

2 – DAWKINS, Richard. “A escalada do monte improvável”, tradução Suzana Sturlini Couto, Ed. Companhia das Letras, São Paulo: 1998.