Cursos e workshops!, Design de interiores, Iluminação e reprodução de cor

Iluminação e reprodução de cor em ambientes

A percepção visual dos ambientes internos, com suas cores, volumes e texturas, é sempre refém da iluminação, já que a aparência das superfícies coloridas dos objetos e revestimentos depende da qualidade da luz que incide sobre elas.

Ao arquiteto ou designer de interiores cabe tomar as decisões que resultarão numa iluminação eficiente e confortável frente às necessidades de cada espaço, seja o ambiente comercial ou residencial.

Para começar é preciso conhecer  as características das fontes luminosas (lâmpadas), seus índices de reprodução de cores e distribuição espectral. As funções da luz no espaço também precisam ser consideradas, assim como as características das luminárias e seus efeitos. A nossa disposição em permanecer num ambiente bem iluminado se deve a todas essas variantes que envolvem os estudos de luminotécnica.

 

De nada adianta escolher um código de tinta numa paleta de cores para uma parede, por exemplo, se, mais tarde a luz ambiente não será capaz de reproduzir o tom desejado.

Conceitos chaves, como o Índice de Reprodução de Cor das lâmpadas, são fundamentais para evitar distorções de cores. Veja na imagem a seguir, como o tom de rosa/violeta da almofada se transforma quando exposto à diferentes tipos de lâmpadas.

IRC- índice de reprodução de cor

Sem-Título-3
Imagem utilizada no curso “Iluminação e reprodução de cor em ambientes comerciais e residenciais” / Profª. Silvia Bigoni / Universo da Cor

A arquiteta e especialista em luminotécnica Silvia Bigoni define o IRC (índice de reprodução de cores): “É uma nota ponderada que representa o quanto uma determinada fonte de luz é capaz de reproduzir cores. Um objeto ou uma superfície exposto às diferentes fontes de luminosidade é percebido visualmente em diferentes tonalidades. Essa variação está relacionada com a capacidade da lâmpada de reproduzir as cores dos objetos. A essa capacidade adotou-se o conceito de reprodução de cor em uma escala qualitativa de 0 a 100. Obviamente, o índice de reprodução de cor possui uma relação direta com a reprodução de cores obtida com a luz natural. A luz artificial, como regra, deve se aproximar ao máximo das características da luz natural (referência 100), a qual o olho humano está adaptado. No ambiente residencial, quanto mais naturais forem as fontes luminosas melhor, com IRC entre 80 e 100.” 

Diferentes temperaturas de cor de uma lâmpada led.

Silvia atuou na OSRAM do Brasil por 11 anos e é hoje consultora do Prêmio ABILUX de Projetos de Iluminação. Desenvolve projetos de luminotécnica residencial e comercial, entre os quais destacam-se Livraria Cultura, Artefacto, Esfera e Confort Hotéis.

Saiba mais sobre os cursos de iluminação oferecidos pelo Universo da Cor em São Paulo-SP:

Curso Iluminação e reprodução de cor em ambientes residenciais
Carga horária 14h/aula

 

 

Curso Iluminação e reprodução de cor em ambientes comerciais
Carga horária 14h/aula

 

Curso LEDs: cores e aplicações na arquitetura e no design de interiores

Carga horária 16h/aula

Próxima turma: em breve!
sexta e sábado das 9h às 18h

A COR na estética pessoal, Avaliação de cores na estética pessoal, Moda, Testes de cor

Kit de Tecidos para Avaliação de cores na estética pessoal

Atendendo ao pedido dos alunos que participam do curso “A COR na estética pessoal“, já está disponível para compra online o Kit de Tecidos para avaliação de cores.

Kit_de_Tecidos_Universo_da_Cor
Kit de Tecidos para Avaliação de Cores na Estética Pessoal – à venda no Universo da Cor!

O Kit apresenta as 18 tonalidades necessárias para uma análise competente da influência das cores na percepção da pele, olhos e cabelo, pois foram cuidadosamente estudadas e selecionadas considerando os aspectos neurobiológicos da percepção visual das cores (interação cromática ou contraste simultâneo).

O tamanho de cada bandeira de tecido, medindo aproximadamente 50 x 70 cm, oferece ao consultor de imagem uma condição correta para análise, permitindo cobrir todo o colo e ombros do cliente.

Os tecidos vêm numa bela e resistente sacola de tecido estampada com a marca do instituto Universo da Cor, medindo 40x45x20 cm (altura x largura x profundidade).

Veja mais detalhes: kit_tecidos_DETALHES.pdf!

Obs: O Kit de tecidos não vem acompanhado de manual de instruções para avaliação de cores e contrastes. Trata-se do material que vem sendo solicitado pelos alunos que participam do curso A COR na estética pessoal, para avaliação das cores favoráveis e desfavoráveis à percepção saudável do tom de pele.

Cursos e workshops!, Design de interiores, Iluminação e reprodução de cor

Design de luminárias: formas, funções e aplicações

Luminárias modelam a luz e criam atmosferas diferenciadas nos ambientes.
No mercado nem sempre é possível encontrar a luminária que procuramos, ainda que seja uma solução de forma simples, leve e clean. Os preços também costumam ser altos para modelos com design mais elaborado ou produtos importados.
Por essa razão, arquitetos e designers de interiores muitas vezes se aventuram no projeto de luminárias, na busca por soluções econômicas e adequadas aos ambientes.

lum4
Exemplos de luminárias e ambientes comentados no curso
Workshop design de luminárias / Universo da Cor – São Paulo

Entretanto, o conhecimento necessário para o projeto seguro e funcional de luminárias exclusivas não faz parte do programa da maioria dos cursos de graduação, requerendo uma especialização também difícil de encontrar.

Por essa razão, atendendo à solicitação de alguns profissionais que frequentam os cursos do Universo da Cor, resolvemos oferecer este curso-workshop nesta área.

lum2
Exemplos de luminárias comentados no curso
Design de luminárias: formas, funções e aplicações / Universo da Cor – São Paulo


Trata-se do curso de Workshop design de luminárias que acontece semestralmente no instituto em um dia de imersão, normalmente num sábado. 

A proposta é abordar com clareza as questões que envolvem as formas, funções e aplicações das diversas tipologias de luminárias. São apresentados diversos exemplos de soluções criativas e econômicas que qualificam os espaços.

Os detalhes técnicos da confecção de luminárias também é abordado, assim como a relação custo-benefício dos diferentes materiais disponíveis no mercado, oferecendo um panorama de fornecedores e fabricantes, padrões (normas), peças e componentes.

lum1
Luminárias feitas com  folhas de polipropileno,
exemplos comentados no Workshop design de luminárias / Universo da Cor – SP

No Workshop de luminárias, aberto a todos os interessados, os participantes confeccionam sua própria luminária, criando uma peça exclusiva em material plástico. Uma película plástica translúcida e de baixo custo permite criar luminárias, possibilitando diferentes formatos.

A parte da manhã é dedicada às informações que envolvem a criação e projeto de uma luminária e à tarde os participantes executam, cada qual o seu projeto, recebendo um kit contendo fio, soquete e canopla para montar uma luminária pendente, assim como as folhas de polipropileno e demais ferramentas necessárias.

Clique no link abaixo para acessar mais informações sobre o curso-workshop:

ima_curso_work_luminarias.

Design de interiores, Iluminação e reprodução de cor

O que é uma lâmpada dicróica led? | Cidade Led

por Decio I Blog Cidade Led

O que é uma lâmpada dicróica led?

Pesquisei o assunto para encontrar essa resposta, visto que a sentença “lâmpada dicróica led” é muito comum.

Tecnicamente falando, a sentença está incorreta.  O termo dicróica refere-se a lâmpada halógena com refletor coberto por material dicróico, ou seja, aquele que reflete ou absorve a luz dependendo do comprimento de onda. A lâmpada led em geral não tem essa característica.

Mas então, qual a origem do termo lâmpada dicróica led?

Não encontrei evidências da origem, mas entendo que seja a tentativa de indicar uma lâmpada led que substitui a lâmpada dicróica convencional. Entenda por convencional aquele modelo mais comum da lâmpada dicróica, que segue o padrão chamado PAR16. Este padrão determina vários aspectos técnicos da lâmpada, entre eles o diâmetro de 2 polegadas (50mm).

A sigla PAR (oriunda do inglês “parabolic aluminized reflector“) começa com a designição PAR16 e avança pelos tipos PAR20, PAR30, PAR36, PAR38, PAR46, PAR56 e PAR64. Para maiores informações consulte a tabela aqui.

E qual é a lâmpada dicróica led, ou melhor dizendo, a lâmpada led padrão PAR16?

Existe uma grande variedade de modelos de lâmpadas led no padrão PAR16. Gosto muito das lâmpadas tipo COB led e também das power led. São compactas, possuem boa luminosidade e acima de tudo, possuem uma eficiência impressionante (eficiência é a relação entre capacidade luminosa e consumo de energia).

Lâmpadas led padrão PAR16

Lâmpadas led padrão PAR16

Ainda existem modelos com alimentação de 12 volts, mas as mais populares são ligadas na rede 110v ou 220v diretamente, sem transformadores ou fontes, simplificando a instalação. São comercializadas em vários conectores, entre eles E27 (rosca comum) e GU10.

Mais opções de ‘cor’

Diferentemente das lâmpadas dicróica, as lâmpadas led não aquecem, e podem ser encontradas na temperatura de cor ‘cold white’ – branca fria (o branco mais puro, levemente tendendo para o azul).

Temperaturas de cor

Temperaturas de cor

Dica: lâmpadas branca fria ficam muito boas em cozinhas.

Cuidado: luminosidade não é medida pela potência

Para continuar lendo esta matéria: Lâmpada dicróica led | Cidade Led.

A COR na estética pessoal, Avaliação de cores na estética pessoal, Cursos e workshops!, Moda

A cor da roupa altera a percepção do tom da pele

É comum ouvirmos o comentário “você fica muito bem com essa cor!”, mas sabemos que usar determinadas cores, ainda que estejam na moda, pode ser uma tarefa difícil.

Antes de me dedicar ao estudo das cores, eu sentia grande dificuldade em usar uma roupa cor de laranja que tinha no meu guarda-roupas. Embora apreciasse o tom de laranja e a modelagem da blusa, não conseguia sair com ela, pois toda vez que a experimentava me sentia abatida –  simplesmente   a cor não me caia bem.

Afinal, a cor da roupa realmente interfere no tom da pele?

Os estudos neurocientíficos do sistema visual humano mostram que possuímos uma enorme capacidade de adaptação aos contrastes de cor e intensidade de luz, e nos levam a compreender porque a mesma cor pode amarelar ou empalidecer um determinado tom de pele, e favorecer outro.

Normalmente os tons de pele correspondem a nuances que tendem para o bege amarelado, para os marrons (mais ou menos dessaturados)  ou para os tons de rosa e pêssego. A cor da roupa não muda concretamente a nossa pele, mas pode alterar significativamente a percepção desse tom.   Tanto as peles claras como as mais escuras variam em tonalidades que podem parecer mais cinzentas, amareladas, excessivamente rosadas ou pálidas, dependendo dos contrastes que estabelecem com a roupa que vestimos. Uma mudança radical na cor do cabelo, por exemplo, também altera a aparência da pele, favorecendo ou desfavorecendo seu aspecto saudável.

Logo depois que concluí a pesquisa de mestrado na USP, sobre as teorias da cor aplicadas ao ensino do design¹, me interessei também pela consultoria cromática direcionada à imagem pessoal.

A maioria das avaliações praticadas por consultores de imagem e estilo apoia-se na teoria das quatro estações, que classifica os indivíduos em quatro categorias:  Inverno, Primavera, Verão e Outono. Este método, conhecido como “análise sazonal”, criado na década de 1950 por Suzanne Caygill, uma estilista californiana, parte do princípio de que a natureza guarda em si uma fórmula para a harmonia de cores que se reflete nas 4 estações do ano, e que  se   relaciona com a  coloração natural, personalidade e estilo dos indivíduos.  Assim, nesta linha de análise, os pigmentos da pele, cabelo e olhos  determinam se um indivíduo é do tipo Inverno, Primavera, Verão ou Outono, aconselhando-o a encontrar nas paletas destas estações as cores que naturalmente estão em harmonia com a sua essência.  O método sazonal de análise de cores é praticado ainda hoje, contando com variações e subclassificações das 4 tipologias básicas, que resultam no método sazonal expandido.

A minha linha de pesquisa das cores busca compreender o fenômeno da cor através de outra abordagem:  por meio do estudo dos contrastes e da percepção visual, à luz da  neurociência (neurobiologia dos sistemas visuais) e de teorias da percepção e dos processos de significação (semiótica). Assim, em meu método de avaliação de cores na estética pessoal, procuro não classificar os indivíduos em categorias, mas detectar a dinâmica dos seus contrastes – pele, olhos e cabelo -, verificando as cores que realçam seus tons naturais e aquelas que são prejudiciais (contrastes que destacam tons amarelados ou cinzentos na pele). Não acredito na correspondência entre temperamentos e biotipos, que está na base da concepção do método sazonal. Ou seja, nem todos que nascem com pele clara e rosada, olhos e cabelos escuros,  têm necessariamente as mesmas características de comportamento, personalidade ou predileção de cores. Pelo contrário, ainda que as pessoas que compartilhem esse biotipo possam vestir cores frias e intensas sem prejuízo para o aspecto saudável de sua pele, é preciso ter maior flexibilidade na recomendação de cores, já que algumas delas gostarão de mais contraste que outras, ou de cores menos intensas, e assim por diante. A meu ver, é importante considerar cada caso em todas as suas particularidades e proceder a analise dos contrastes da forma mais objetiva possível, sem forçar uma classificação que limitará as suas opções a um número reduzido de opções.

Veja algumas fotos do curso “A COR na estética pessoal”, frequentado por consultoras de imagem. Neste curso, que eu ministro no Universo da Cor em São Paulo, procuro orientar minhas alunas a observar mais e classificar menos. Dessa forma, é possível constatar os casos de peles neutras, que resistem à classificação pelo método sazonal.

A avaliação de cores na estética pessoal deve partir, portando, do conjunto natural das cores de cada indivíduo (pele, olhos e cabelo), sem a necessidade de classificá-lo e impor uma paleta de cores pré-definida (pelo método sazonal, ou sazonal expandido). Além disso, é preciso respeitar preferências de estilo e imagem, ou seja, se uma pessoa de pele rosada (que se beneficia com tons frios) tem preferência por tons quentes, precisamos ajudá-la a usar o que gosta sem prejudicar a aparência da sua pele, indicando estampas que combinam tons frios e quentes, maquiagem apropriada e peças de roupa e acessórios em que esses tons afetarão menos o aspecto saudável da sua pele.

gnt
Mariana Weickert em entrevista filmada no Universo da Cor para o canal GNT

Com o propósito de oferecer dicas de moda aos assinantes do canal GNT, a equipe do programa Vamos Combinar de Mariana Weickert veio ao Universo da Cor e fez uma entrevista comigo em 2010. Nesta entrevista, que foi ao ar na semana seguinte, eu falo rapidamente sobre a diferença básica entre harmonias de cores quentes e frias, mostrando tecidos em tonalidades adequadas para cada caso. Ainda é possível assistir ao vídeo da entrevista que ficou arquivado no site da GNT (clique aqui!)

Se você se interessou pelo assunto, confira o curso “próximo curso?  

A COR na estética pessoal
com Lilian Red Miller

no Universo da Cor, em São Paulo, SP.
próxima data e conteúdo

 

+ Informações:
tel   11 2537-3804
ou através do site www.universodacor.com.br/curso-cor-na-estetica-pessoal/

Veja mais fotos deste curso: A COR na estética pessoal – turma junho/2013

______________________________________________________________
Nota:

1 – BARROS, Lílian Ried Miller (2001) A cor na Bauhaus: teorias e metodologias didáticas e a influência da doutrina de Goethe. Dissertação de Mestrado, Orientação: MONZEGLIO, Élide. Obs.: esta dissertação de mestrado desenvolvida na FAU-USP gerou o livro, publicado em 2006 pela Ed. Senac, “A cor no processo criativo”, hoje em sua quarta edição, e adotado como bibliografia fundamental em cursos sobre composição de cores por diversas instituições de ensino no Brasil.