Avaliação de cores na estética pessoal, Cursos e workshops!, Testes de cor

Que cores valorizam sua pele, olhos e cabelo?

estetica

Curso baseado na neurociência ensina a avaliar de forma objetiva e científica os contrastes de cor, esclarecendo duvidas sobre cores e tonalidades favoráveis e desfavoráveis para cada pessoa (identificando aquelas que deixam a tez mais saudável e as que intensificam a aparência amarelada, pálida ou cinzenta).

Frequentado por consultores de imagem, estilistas, profissionais da moda e interessados na estética pessoal.

Atenção: VAGAS LIMITADAS!

 

Saiba mais sobre o assunto neste post:

Cor da roupa altera a percepção do tom de pele

Veja fotos de turmas passadas:

Fotos – A COR na Estética Pessoal / março.2015

 

A cor na arte, A cor nos ambientes internos, Cursos e workshops!

Próxima sexta, sábado e domingo: curso e workshop no Universo da Cor!

Últimas vagas para o curso Projetando com a COR e o Workshop Círculo Cromático que acontecem no próximo fim de semana, no Universo da Cor em São Paulo!

Curso Projetando com a COR, com Lilian Ried Miller Barros, no Universo da Cor, SP.
Curso Projetando com a COR

Frequentados por arquitetos, designers, ilustradores, artistas gráficos e interessados nos efeitos das cores e seus contrastes, estes cursos acontecem apenas duas vezes ao ano, em edições exclusivas oferecidos pelo Centro de Estudos e Pesquisas sobre as Cores – Universo da Cor, na Rua Afonso de Freitas, bairro Paraíso, São Paulo.

Workshop Círculo Cromático / Universo da Cor - out/2013
Workshop Círculo Cromático

Uma imersão de 2 dias nas cores e nos mecanismos do sistema visual humano, que leva os participantes a explorarem as combinações evitando desconforto visual.

Saiba mais sobre estes e os próximos cursos sobre cores ministrados por Lilian, no Universo da Cor em São Paulo-SP:

Projetando com a COR
Carga horária 12h/aula

Próxima turma: 28 e 29 de out/2016
sexta das 9 às 18h e sábado das 9 às 13h

Workshop Círculo Cromático
Carga horária 7h/aula

Próxima turma: 30 de out/2016
domingo, das 9 às 13h e das 14 às 17h

Workshop de ilustração com COPIC
Carga horária 7h/aula

Próxima turma: 5 de nov/2016
sábado, das 9 às 12h e das 13 às 17h

Curso A COR nos ambientes internos
Carga horária 14h/aula

Próxima turma: 18 e 19 de nov/2016
sexta das 9 às 18h e sábado das 9 às 13h

A cor nos ambientes internos, Design de interiores

Cores, humor e clima do ambiente

A entrevista que dei à Silvana Maria Rosso, consultora editorial e de estilo, para elaboração de uma matéria sobre cores na decoração foi ao ar esta semana.
Confira!

Cores podem influenciar o clima do ambiente e nosso humor

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Silvana Rosso entrevista Lilian Ried do Universo da Cor para a matéria do UOL Mulher

Em um post recente aqui no Blog, falo um pouco mais sobre o assunto: A influencia das cores

a cor na estamparia, Cursos e workshops!, estamparia

Curso A COR na estamparia, nesta sexta!

Está confirmada a tão esperada turma do curso A COR na Estamparia! Neste curso, designers de estampa e profissionais da moda esclarecem suas dúvidas sobre combinações de cores e efeitos de contrastes.

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Curso A COR na Estamparia – divulgação/Universo da Cor

No design de superfícies as cores interagem: uma tonalidade ressalta a outra. É preciso entender do assunto com profundidade para evitar embaralhamento e situações de pouca legibilidade dos motivos.
Uma estampa bem resolvida em suas cores seduz o olhar e valoriza o produto.

Além disso, entender melhor a motivação dos clientes ao escolher produtos estampados é fundamental para elaborar as variantes de cor da mesma estampa, um recurso fundamental na indústria da moda.

Todos esses assuntos, entre outros, são tratados no curso e ilustrados com muitos exemplos. Os alunos elaboram exercícios de composição de cores para estampas com o Kit Projetando com a COR. Para saber mais, consulte o sobre o programa do curso.

Veja algumas FOTOS deste curso: https://universodacor.wordpress.com/2013/09/03/a-cor-na-estamparia-turma-agosto-2013/

Descanso para os olhos, Design de interiores

A influência das cores

Sabemos que as cores exercem influência no nosso estado de ânimo, mas é preciso ter muito cuidado ao tirar conclusões precipitadas.

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O vermelho em excesso, por exemplo, pode ser cansativo ou irritante num ambiente, quando associado a determinadas formas e inserido num jogo específico de contrastes. O mesmo tom de vermelho, em outro contexto, associado a outras formas e cores, pode ter um efeito acolhedor e agradável, como mostram as imagens a seguir.

Exemplo de ambiente dominado pelo vermelho, no qual a distribuição dos elementos e a criação de fortes contrastes coopera para a sensação de sobrecarga e intensidade, tornando o espaço visualmente cansativo para uma longa permanência. Contribui para esse efeito, o estilo rebuscado do mobiliário e a presença de estampas, que estimulam o olhar na identificação dos seus detalhes.
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Exemplo de ambiente dominado pelo vermelho com distribuição setorizada dos elementos e cores. Tonalidades menos intensas tonam os contrastes mais confortáveis ao sistema visual, criando áreas de continuidade e, consequentemente, um espaço mais acolhedor para longa permanência.

Em meus estudos sobre a percepção das cores, desenvolvidos na USP durante as pesquisas de mestrado e doutorado, realmente constatei, com base na neurociência e na semiótica discursiva, que este assunto fascinante é bastante complexo. O efeito da percepção das cores se dá através de uma rede de relações nos cenários em que as percebemos. As formas, estilos, texturas e associações culturais interagem com as cores para dar sentido a elas. Assim, a interpretação da cena visual é o resultado intrincado de todas essas relações.

A sensação cromática interage com outros sentidos além do visual, como paladar, olfato, tato, audição, sensação de frio ou calor etc. A estrutura emocional e cultural daquele que percebe também é fundamental nesse processo. Se você está de mau humor, por exemplo, cores e formas podem passar despercebidas, ou podem ser vistas de maneira distorcida, com conotações negativas.

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Mesma cor indica sensações diferentes de paladar, como mostra o exemplo acima. Nestas situações, a mensagem visual não se resume à cor, mas na sua relação com as formas, texturas e aromas.

As investigações científicas sobre os efeitos das cores não levaram, até hoje, a respostas absolutas ou confiáveis. Quando estive na Suécia em 2011, participando do International Colour Design Workshop, promovido pela NCS Colour Academy, confirmei minha descrença na existência de uma resposta humana padronizada às cores, ao conversar com outros estudiosos do assunto. Pesquisas dessa natureza – que testam a permanência de pessoas em determinados ambientes coloridos – mostram que o mesmo experimento apresenta resultados contraditórios quando é repetido, seja em outro momento ou com amostragem de público diferente.

Assim, embora muitos ainda busquem essa resposta generalizante, não é possível imaginar a cor como uma tecla que, quando acionada, cause um efeito conhecido em nosso estado psíquico. A percepção humana é um território extremamente complexo, com um potencial associativo imensurável para estabelecer novas relações, interpretações e significados.

Por essa razão, procuro não ensinar receitas de aplicação das cores aos meus alunos – arquitetos e designers que frequentam cursos como Projetando com a COR ou A cor nos ambientes internos. Faço com que eles, através de exercícios com placas coloridas (Kit Projetando com a COR), compreendam a interatividade cromática para criarem projetos em que prevaleça conforto visual e boa legibilidade de contrastes. Descobrir e ampliar as possibilidades de combinar as cores é algo que enriquece o trabalho de todos que lidam com a comunicação visual.

Pude constatar essa flexibilidade de sentidos e significados da cor na minha pesquisa de doutorado concluída em 2012 – um estudo sobre os usos criativos da cor -, onde analiso e comparo diversos discursos visuais, entre filmes de cinema, campanhas publicitárias e objetos de design. O contexto em que a cor aparece, seja ele a cena de um filme, uma sala de jantar, ou a embalagem de um refrigerante, é determinante para a análise de qualquer efeito psíquico que a cor possa provocar. A simbologia das cores, que corresponde a associações socioculturais, também muda com o tempo, adequando-se a novos hábitos e influências. A existência de uma referência simbólica da cor em determinada cultura não impede, portanto, que o criador, arquiteto ou designer, estimule novas leituras e alcance efeitos inusitados com as cores.

Do ponto de vista criativo, é limitante oferecer receitas dos efeitos que as cores provocam. O ideal é sempre considerar o conjunto composto pelo espaço, formas e cores, através de uma visão mais abrangente e menos dogmática. Cada contexto com suas particularidades, apresenta uma rede de relações que pode transformar, questionar ou até mesmo contradizer uma determinada simbologia associada às cores.

 

Confira outros posts sobre a percepção das cores:

A cor nos ambientes internos

A sensação da cor: um presente da evolução

O fenômeno da cor e seus mistérios

As cores de 2014

 

Fonte das imagens utilizadas neste post (respectivamente, em relação à ordem em que aparecem):
http://www.redbookmag.com;
http://www.mattengloss.in;
http://flippywall.com;
http://adflash.eu

Cursos e workshops!, Descanso para os olhos, Design de interiores, estamparia, Inspiração, Moda, Testes de cor

O fenômeno da COR e seus mistérios

Curso Projetando com a COR / Universo da Cor, São Paulo, mar2014

A percepção da cor é um fenômeno decorrente da especialização da visão humana, também presente em outras espécies de animais, como pássaros, primatas, insetos e peixes.

Por ser a cor inerente ao nosso universo visual, às vezes não nos damos conta de como a sua percepção é suscetível a alterações e efeitos curiosos.

 

Mas quem faz uso constante das composições de cores em seus projetos sabe como dá trabalho elaborar combinações agradáveis, evitar situações ofuscantes e balancear os contrastes.

Frequentado por designers, fotógrafos, arquitetos e profissionais da moda, o curso Projetando com a COR amplia a percepção das relações entre as cores a partir das constatações da neurociência e contribui para a elaboração de composições sedutoras, assegurando a boa legibilidade dos contrastes de cor. É essencial para quem precisa garantir o conforto visual, sem perder horas e horas com o método da tentativa e erro.

Não se trata de um curso que oferece receitas prontas de combinações de cores, mas de um treino visual que permite compreender a dinâmica dos contrastes.

Curso Projetando com a COR / Universo da Cor, São Paulo, set/2013
Curso Projetando com a COR / Universo da Cor, São Paulo, set/2013

É muito gratificante para mim, que ministro esse curso há mais de 14 anos, observar o espanto e a descoberta na expressão dos alunos durante os exercícios com placas coloridas (kit Projetando com a COR).

O sorriso e a satisfação desses profissionais das áreas de comunicação visual, ao perceberem o alcance de conceitos como “contraste simultâneo” ou “interatividade cromática”, é sem dúvida o que mais me estimula nesta atividade didática.

Curso Projetando com a COR / Universo da Cor, São Paulo, set/2013
Curso Projetando com a COR / Universo da Cor, São Paulo, set/2013

A próxima turma será agora em final de agosto:
Últimas vagas – sexta e sábado, 29 e 30/agosto/2014, no Universo da Cor, em São Paulo!
*Obs.: Aproveite para pagar a matrícula com desconto até o dia 31/julho!

Mais informações (valores, inscrição e matrícula):
http://www.universodacor.com.br/cursos-e-eventos/68/programa/projetando-com-a-cor.html

Veja, aqui mesmo no Blog, + fotos das últimas turmas

Curso Projetando com a COR, realizado em março/2014 no Universo da Cor Centro de Estudos e Pesquisas sobre as Cores
Curso Projetando com a COR / Universo da Cor, São paulo, mar/2014

Conheça outros cursos oferecidos pelo Universo da Cor, em São Paulo!

Cursos programados
http://www.universodacor.com.br/cursos-e-eventos
Cursos em breve:
http://www.universodacor.com.br/cursos-e-eventos/programas/em-breve.html

A COR na estética pessoal, Avaliação de cores na estética pessoal, Moda, Testes de cor

Kit de Tecidos para Avaliação de cores na estética pessoal

Atendendo ao pedido dos alunos que participam do curso “A COR na estética pessoal“, já está disponível para compra online o Kit de Tecidos para avaliação de cores.

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Kit de Tecidos para Avaliação de Cores na Estética Pessoal – à venda no Universo da Cor!

O Kit apresenta as 18 tonalidades necessárias para uma análise competente da influência das cores na percepção da pele, olhos e cabelo, pois foram cuidadosamente estudadas e selecionadas considerando os aspectos neurobiológicos da percepção visual das cores (interação cromática ou contraste simultâneo).

O tamanho de cada bandeira de tecido, medindo aproximadamente 50 x 70 cm, oferece ao consultor de imagem uma condição correta para análise, permitindo cobrir todo o colo e ombros do cliente.

Os tecidos vêm numa bela e resistente sacola de tecido estampada com a marca do instituto Universo da Cor, medindo 40x45x20 cm (altura x largura x profundidade).

Veja mais detalhes: kit_tecidos_DETALHES.pdf!

Obs: O Kit de tecidos não vem acompanhado de manual de instruções para avaliação de cores e contrastes. Trata-se do material que vem sendo solicitado pelos alunos que participam do curso A COR na estética pessoal, para avaliação das cores favoráveis e desfavoráveis à percepção saudável do tom de pele.

A COR na estética pessoal, Avaliação de cores na estética pessoal, Cursos e workshops!, Testes de cor

Avaliação de cores na estética pessoal

Mais uma turma do curso “A COR na estética pessoal” acontecerá esta semana no Universo da Cor!

curso_box_esteticaA COR na estética pessoal – últimas vagas!
quinta e sexta (curso em 2 dias – 12h/aula)
quinta das 9 às 18h e sexta das 9 às 13h
15 e 16 de Maio de 2014, no Universo da Cor.

Quando será a próxima turma? Consulte a página do curso no site do Universo da Cor:
http://www.universodacor.com.br/cursos-e-eventos/62/programa/a-cor-na-estetica-pessoal.html

Partindo da percepção das cores, este curso fornece aos alunos um conhecimento fundamentado na neurociência dos sistemas visuais para avaliação do conjunto cromático de cada pessoa.

O enfoque é dado aos elementos que compõem a imagem pessoal, como tom de pele e cabelos, roupas, acessórios, maquiagem e preferências de cores.

A COR na estética pessoal - Universo da Cor / 2013
Clique e veja FOTOS DO CURSO A COR na estética pessoal
imagem_estetica
Clique e leia o post que fala deste assunto!
Cursos e workshops!

Para combinar as cores é preciso conhecê-las de perto

No próximo sábado, 5 de outubro/2013 das 9 às 17h, acontece o Workshop Círculo Cromático no Universo da Cor, em São Paulo. Uma vivência imperdível para quem quer conhecer os mistérios das misturas de pigmentos (Obs.: e não é preciso ter habilidade com pincel e tintas para participar).
Ainda dá tempo de se inscrever: últimas vagas!

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O Workshop círculo cromático acontece regularmente no Universo da Cor em São Paulo. Saiba mais sobre próximas datas, programa e valor deste curso!

A cor nos ambientes internos, Cursos e workshops!, Descanso para os olhos, Design de interiores

A COR nos ambientes internos

Designers de interiores e arquitetos sabem que um projeto transforma-se com a composição de cores. Sutis diferenças de luminância entre os tons coloridos, como mostram as imagens abaixo, fazem grande diferença na leitura do espaço e sua atmosfera. Por isso é tão importante, sobretudo para esses profissionais, compreender o funcionamento do nosso aparelho visual e aprender a dominar as relações entre os contrastes.

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Simulação de cores / atmosfera / utilizada no curso A COR nos ambientes internos

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A relação entre as cores e o conforto ambiental

Um ambiente oferece conforto visual quando os contrastes entre as cores foram bem resolvidos, ou seja, quando não causam ilusão de ótica ou ofuscamento. Além disso, é preciso garantir uma boa leitura dos objetos e do espaço. E, finalmente, alinhar tudo isso com a proposta/uso/atmosfera do ambiente. Trata-se de um trabalho bastante complexo, pois são muitos os detalhes e os elementos que participam da composição das cores em um ambiente: tecidos, revestimentos e acabamentos; pintura das paredes, piso e teto; tapetes, mobiliário, quadros etc.

Sem contar com a influência da luz natural e artificial, pois a percepção das cores e da atmosfera dependerá da distribuição, qualidade e dos níveis de iluminação. 

Não é atoa que muitos profissionais sentem-se inseguros na hora da escolha das cores. Isso acontece porque eles não tiveram a oportunidade de discutir com profundidade essas questões durante o curso de graduação. Quando a composição de cores se torna um jogo intrincado e sem referências, a decisão fica por conta da intuição ou resulta do método da tentativa e erro, no qual várias possibilidades são experimentadas até se alcançar uma combinação satisfatória. O problema é que, nestes casos, fica difícil entender e justificar as próprias escolhas. 

Ouço dos meus alunos que a dificuldade enfrentada por eles durante o processo de selecionar as cores acaba levando-os a usar as mesmas composições de projetos anteriores, ou a trabalhar com os tons neutros para não criar muitos atritos com os clientes. Diante desta limitação, eles procuram os meus cursos e acabam descobrindo um universo de novas possibilidades, na medida em que assimilam as leis dos contrastes e entendem o funcionamento do sistema visual humano. 

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Outra dificuldade enfrentada por arquitetos e decoradores está na argumentação para convencer o cliente de que a composição de cores escolhida valoriza o projeto. Os cursos “Projetando com a COR”, “Círculo cromático” e “A COR nos ambientes internos” surgiram para preencher essa lacuna na formação de arquitetos e designers oferecendo uma abordagem profunda dos contrastes e das composições cromáticas, embasada na neurobiologia dos sistemas visuais.

Uma vez compreendidos os processos de compensação visual associados à percepção das cores, os alunos passam a questionar as próprias escolhas, observando seus efeitos e livrando-se de preconceitos.

No curso “A COR nos ambientes internos”, alguns exercícios são realizados diretamente com amostras dos materiais de revestimentos (como texturas, carpetes, pisos cerâmicos, tecidos etc). A textura das superfícies modela a luz, interferindo na percepção das cores.

ACorAmbientesInternosUDC (147)

A minha linha de pesquisa e trabalho com as cores é contra a imposição de regras de harmonia, ou receitas prontas de composições ideias. A concepção de harmonia articula-se com a cultura, com os hábitos, com influências de diversas origens e também esta relacionada ao gosto subjetivo do usuário. Assim como não podemos falar de uma forma ideal para um projeto específico – por exemplo, a planta ideal de uma sala, o melhor desenho para a estampa de um tecido decorativo -, também não convém limitar o universo das cores a padrões preestabelecidos. Cada projeto tem suas particularidades, envolvendo costumes e contextos dos usuários. Cada caso é um caso.

Gosto não se discute, se compreende

Um dormitório pintado num tom de azul suave (pouco saturado) pode parecer, a princípio, a receita de um ambiente relaxante para qualquer usuário. Mas isso é um grande engano. A mesma tonalidade de azul, pode ser tediosa para uns, muito escura para outros, ou pode contrastar excessivamente com o mobiliário, por exemplo. Assim, é preciso investigar as preferências cromáticas do usuário, procurando adequá-las à atmosfera que se pretende criar no ambiente.

A identidade cromática do cliente não se resume à cor que ele mais gosta. Trata-se sobretudo de conhecer a sua predileção por contrastes, níveis de claridade e combinações.

Algumas pessoas relaxam em ambientes claros e se sentem sufocadas em ambientes escuros. Outras precisam de ambientes mais intimistas – menos iluminados – para repousar. Há preferências por contrastes fortes e também por transições suaves. O gosto subjetivo do usuário não deve ser descartado, mas compreendido pelo arquiteto, contribuindo para um projeto adequado à sua sensação de bem-estar.

Entre os fatores objetivos podemos considerar o equilíbrio dos contrastes que evita situações de desconforto ou confusão visual.

As cores dependem dos contrastes para serem percebidas. Um tom de azul, por exemplo, interage de maneira diferente com as demais cores e texturas que participam do campo visual. Se os móveis são de madeira escura, o tom de azul da parede tenderá a parecer mais claro, ao passo que  o contraste com a madeira clara e amarelada levará à percepção de um azul bem mais intenso, como mostra a imagem abaixo.

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Para controlar os contrastes, ou seja, compreender como é possível intensificá-los ou diminuí-los adicionando outras cores, é fundamental conhecer as misturas dos pigmentos. Por essa razão, a pedido dos meus alunos, desenvolvi o workshop Círculo cromático, um curso estritamente prático, com duração de um dia, no qual os participantes misturam tintas para obter mais de 90 tonalidades, partindo das cores primárias. Este workshop possibilita aos alunos a confecção dos seus próprios modelos cromáticos – um círculo e uma estrela – ferramentas que auxiliam o exercício de combinação de cores e previsão de contrastes.

circulo

Uma composição agradável para longa permanência, que possa surpreender sem comprometer o conforto visual, depende portanto de um conjunto de fatores subjetivos e objetivos. Essa forma de abordagem permite elaborar o projeto cromático de um ambiente considerando o perfil do usuário e a neurobiologia dos sistemas visuais.

Para informações mais detalhadas sobre os cursos citados neste post, acesse:

ima_cursos_ambientes1Curso A COR nos ambientes internos
Carga horária 12h/aula

Próxima turma: Terça e quarta, 22 e 23.maio.2018

Terça das 9 às 18h e quarta das 9 às 13h

ima_curso_circuloWorkshop Círculo Cromático
Carga horária 7h/aula

Próxima turma: Domingo, 20.maio.2018
das 9 às 17h

Conheça também o curso Projetando com a COR!