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A COR nos ambientes internos

Designers de interiores e arquitetos sabem que um projeto transforma-se com a composição de cores. Sutis diferenças de luminância entre os tons coloridos, como mostram as imagens abaixo, fazem grande diferença na leitura do espaço e sua atmosfera. Por isso é tão importante, sobretudo para esses profissionais, compreender o funcionamento do nosso aparelho visual e aprender a dominar as relações entre os contrastes.

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Simulação de cores / atmosfera / utilizada no curso A COR nos ambientes internos

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A relação entre as cores e o conforto ambiental

Um ambiente oferece conforto visual quando os contrastes entre as cores foram bem resolvidos, ou seja, quando não causam ilusão de ótica ou ofuscamento. Além disso, é preciso garantir uma boa leitura dos objetos e do espaço. E, finalmente, alinhar tudo isso com a proposta/uso/atmosfera do ambiente. Trata-se de um trabalho bastante complexo, pois são muitos os detalhes e os elementos que participam da composição das cores em um ambiente: tecidos, revestimentos e acabamentos; pintura das paredes, piso e teto; tapetes, mobiliário, quadros etc.

Sem contar com a influência da luz natural e artificial, pois a percepção das cores e da atmosfera dependerá da distribuição, qualidade e dos níveis de iluminação. 

Não é atoa que muitos profissionais sentem-se inseguros na hora da escolha das cores. Isso acontece porque eles não tiveram a oportunidade de discutir com profundidade essas questões durante o curso de graduação. Quando a composição de cores se torna um jogo intrincado e sem referências, a decisão fica por conta da intuição ou resulta do método da tentativa e erro, no qual várias possibilidades são experimentadas até se alcançar uma combinação satisfatória. O problema é que, nestes casos, fica difícil entender e justificar as próprias escolhas. 

Ouço dos meus alunos que a dificuldade enfrentada por eles durante o processo de selecionar as cores acaba levando-os a usar as mesmas composições de projetos anteriores, ou a trabalhar com os tons neutros para não criar muitos atritos com os clientes. Diante desta limitação, eles procuram os meus cursos e acabam descobrindo um universo de novas possibilidades, na medida em que assimilam as leis dos contrastes e entendem o funcionamento do sistema visual humano. 

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Outra dificuldade enfrentada por arquitetos e decoradores está na argumentação para convencer o cliente de que a composição de cores escolhida valoriza o projeto. Os cursos “Projetando com a COR”, “Círculo cromático” e “A COR nos ambientes internos” surgiram para preencher essa lacuna na formação de arquitetos e designers oferecendo uma abordagem profunda dos contrastes e das composições cromáticas, embasada na neurobiologia dos sistemas visuais.

Uma vez compreendidos os processos de compensação visual associados à percepção das cores, os alunos passam a questionar as próprias escolhas, observando seus efeitos e livrando-se de preconceitos.

No curso “A COR nos ambientes internos”, alguns exercícios são realizados diretamente com amostras dos materiais de revestimentos (como texturas, carpetes, pisos cerâmicos, tecidos etc). A textura das superfícies modela a luz, interferindo na percepção das cores.

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A minha linha de pesquisa e trabalho com as cores é contra a imposição de regras de harmonia, ou receitas prontas de composições ideias. A concepção de harmonia articula-se com a cultura, com os hábitos, com influências de diversas origens e também esta relacionada ao gosto subjetivo do usuário. Assim como não podemos falar de uma forma ideal para um projeto específico – por exemplo, a planta ideal de uma sala, o melhor desenho para a estampa de um tecido decorativo -, também não convém limitar o universo das cores a padrões preestabelecidos. Cada projeto tem suas particularidades, envolvendo costumes e contextos dos usuários. Cada caso é um caso.

Gosto não se discute, se compreende

Um dormitório pintado num tom de azul suave (pouco saturado) pode parecer, a princípio, a receita de um ambiente relaxante para qualquer usuário. Mas isso é um grande engano. A mesma tonalidade de azul, pode ser tediosa para uns, muito escura para outros, ou pode contrastar excessivamente com o mobiliário, por exemplo. Assim, é preciso investigar as preferências cromáticas do usuário, procurando adequá-las à atmosfera que se pretende criar no ambiente.

A identidade cromática do cliente não se resume à cor que ele mais gosta. Trata-se sobretudo de conhecer a sua predileção por contrastes, níveis de claridade e combinações.

Algumas pessoas relaxam em ambientes claros e se sentem sufocadas em ambientes escuros. Outras precisam de ambientes mais intimistas – menos iluminados – para repousar. Há preferências por contrastes fortes e também por transições suaves. O gosto subjetivo do usuário não deve ser descartado, mas compreendido pelo arquiteto, contribuindo para um projeto adequado à sua sensação de bem-estar.

Entre os fatores objetivos podemos considerar o equilíbrio dos contrastes que evita situações de desconforto ou confusão visual.

As cores dependem dos contrastes para serem percebidas. Um tom de azul, por exemplo, interage de maneira diferente com as demais cores e texturas que participam do campo visual. Se os móveis são de madeira escura, o tom de azul da parede tenderá a parecer mais claro, ao passo que  o contraste com a madeira clara e amarelada levará à percepção de um azul bem mais intenso, como mostra a imagem abaixo.

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Para controlar os contrastes, ou seja, compreender como é possível intensificá-los ou diminuí-los adicionando outras cores, é fundamental conhecer as misturas dos pigmentos. Por essa razão, a pedido dos meus alunos, desenvolvi o workshop Círculo cromático, um curso estritamente prático, com duração de um dia, no qual os participantes misturam tintas para obter mais de 90 tonalidades, partindo das cores primárias. Este workshop possibilita aos alunos a confecção dos seus próprios modelos cromáticos – um círculo e uma estrela – ferramentas que auxiliam o exercício de combinação de cores e previsão de contrastes.

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Uma composição agradável para longa permanência, que possa surpreender sem comprometer o conforto visual, depende portanto de um conjunto de fatores subjetivos e objetivos. Essa forma de abordagem permite elaborar o projeto cromático de um ambiente considerando o perfil do usuário e a neurobiologia dos sistemas visuais.

Para informações mais detalhadas sobre os cursos citados neste post, acesse:

ima_cursos_ambientes1Curso A COR nos ambientes internos
Carga horária 12h/aula

Próxima turma: Terça e quarta, 22 e 23.maio.2018

Terça das 9 às 18h e quarta das 9 às 13h

ima_curso_circuloWorkshop Círculo Cromático
Carga horária 7h/aula

Próxima turma: Domingo, 20.maio.2018
das 9 às 17h

Conheça também o curso Projetando com a COR!