Avaliação de cores na estética pessoal, Cursos e workshops!, Testes de cor

Que cores valorizam sua pele, olhos e cabelo?

estetica

Curso baseado na neurociência ensina a avaliar de forma objetiva e científica os contrastes de cor, esclarecendo duvidas sobre cores e tonalidades favoráveis e desfavoráveis para cada pessoa (identificando aquelas que deixam a tez mais saudável e as que intensificam a aparência amarelada, pálida ou cinzenta).

Frequentado por consultores de imagem, estilistas, profissionais da moda e interessados na estética pessoal.

Atenção: VAGAS LIMITADAS!

 

Saiba mais sobre o assunto neste post:

Cor da roupa altera a percepção do tom de pele

Veja fotos de turmas passadas:

Fotos – A COR na Estética Pessoal / março.2015

 

Daltonismo, Testes de cor

Óculos revelam as cores para daltônicos

Fiquei emocionada quando assisti pela primeira vez aos vídeos da EnChroma, empresa que desenvolveu e lançou em 2012 lentes capazes de revelar cores jamais experimentadas por daltônicos.

A princípio, ao tomar conhecimento da existência de um produto com essa promessa fantástica, confesso que fiquei um pouco cética. Afinal, como uma deficiência visual perceptiva poderia ser “curada” através de lentes que apenas filtram os mesmos sinais luminosos do espectro solar?

Após me emocionar com os depoimentos dos daltônicos e lendo mais sobre o assunto, pude compreender a tecnologia que gerou esse resultado impressionante.

Há vários tipos e graus de daltonismo*. Os mais comuns, são a Protanomalia e a Deuteranomalia, presentes em cerca de 6% da população masculina, que afetam a percepção dos matizes vermelho e verde, podendo variar de uma leve diminuição na intensidade destas cores à dificuldade severa de distingui-las. Isso ocorre, porque as células foto-sensíveis da retina encarregadas de captar os raios verde e vermelho (conhecidas como os cones M e L), por apresentarem curvas de sensibilidade muito próximas e sobrepostas, confundem e mesclam grande parte destes estímulos luminosos.

A cor amarela é normalmente a sensação obtida pela estimulação simultânea desses dois cones (verde e vermelho) para quem possui visão normal para as cores. No caso dos portadores da deuteraomalia, como a curva de sensibilidade do verde e do vermelho encontram-se mais sobrepostas do que deveriam, os estímulos puros de qualquer uma destas duas cores se confundem, resultando, nos casos mais graves, na sensação de amarelo ou marrom, e impedindo a percepção e sensação dos tons vibrantes de verde e vermelho. Veja a seguir, as imagens de uma mesma cena, associada à curva de sensibilidade dos cones que caracteriza a visão normal, à esquerda, e a deuteranomalia, à direita.

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Curva de sensibilidade dos cones na retina humana (Fonte: http://enchroma.com/technology/)

Partindo da constatação que essa deficiência perceptiva decorre unicamente da captação confusa dos raios verde e vermelho na retina, e não se relaciona à interpretação cerebral destes sinais, a solução encontrada pela EnChroma foi elaborar lentes capazes de separar adequadamente os três raios luminosos primários (RGB), bloqueando as frequências intermediárias que causavam confusão pela estimulação simultânea dos cones L e M.

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Lentes desenvolvidas pela EnChroma destacam as cores do espectro visível nas zonas de maior sensibilidade dos cones, bloqueando os raios intermediários responsáveis pela confusão visual dos daltônicos (fonte: http://enchroma.com/technology/)

Embora os portadores desta deficiência melhorem sua capacidade de distinção de cores utilizando as lentes especiais, continuam a apresentar limitações nos testes de daltonismo.

Assim, os óculos não são propriamente uma cura para o daltonismo, mas trata-se de um produto capaz de revelar a este público uma nova dimensão do mundo visível, proporcionando a eles uma experiência sensível que amplia a distinção das cores e é, ao mesmo tempo, emocionante e esclarecedora.

Segundo o fabricante, a utilização das lentes EnChroma por uma pessoa com visão normal das cores proporciona o mesmo “estímulo” que dá à visão dos daltônicos: um efeito poderoso de realce das cores. Além disso, garante a EnChroma que este efeito não compromete o senso de precisão de cor, já que a lente mantem o equilíbrio de tons neutros. Os óculos teriam efeitos benéficos sobre o nosso estado de espírito segundo o depoimento de alguns usuários, inclusive a Equipe EnChroma!

Fiquei com grande vontade de experimentar essas lentes. E você?

Serviço:

Acesse o site da EnChroma e aproveite para realizar o teste de daltonismohttp://enchroma.com/test/instructions/

* Não fica claro no site do fabricante se portadores de outros tipos de daltonismo, como os dicromatas, podem se beneficiar com o uso destes óculos. Creio que as lentes funcionem apenas para aqueles que apresentam tricromacia anômala, ou seja, os casos de daltonismo em que a retina possui três tipos de cones, mas um deles percebe a luz ligeiramente fora do alinhamento padrão.

a cor na estamparia, Cursos e workshops!, estamparia

Curso A COR na estamparia, nesta sexta!

Está confirmada a tão esperada turma do curso A COR na Estamparia! Neste curso, designers de estampa e profissionais da moda esclarecem suas dúvidas sobre combinações de cores e efeitos de contrastes.

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Curso A COR na Estamparia – divulgação/Universo da Cor

No design de superfícies as cores interagem: uma tonalidade ressalta a outra. É preciso entender do assunto com profundidade para evitar embaralhamento e situações de pouca legibilidade dos motivos.
Uma estampa bem resolvida em suas cores seduz o olhar e valoriza o produto.

Além disso, entender melhor a motivação dos clientes ao escolher produtos estampados é fundamental para elaborar as variantes de cor da mesma estampa, um recurso fundamental na indústria da moda.

Todos esses assuntos, entre outros, são tratados no curso e ilustrados com muitos exemplos. Os alunos elaboram exercícios de composição de cores para estampas com o Kit Projetando com a COR. Para saber mais, consulte o sobre o programa do curso.

Veja algumas FOTOS deste curso: https://universodacor.wordpress.com/2013/09/03/a-cor-na-estamparia-turma-agosto-2013/

Cursos e workshops!, Descanso para os olhos, Design de interiores, estamparia, Inspiração, Moda, Testes de cor

O fenômeno da COR e seus mistérios

Curso Projetando com a COR / Universo da Cor, São Paulo, mar2014

A percepção da cor é um fenômeno decorrente da especialização da visão humana, também presente em outras espécies de animais, como pássaros, primatas, insetos e peixes.

Por ser a cor inerente ao nosso universo visual, às vezes não nos damos conta de como a sua percepção é suscetível a alterações e efeitos curiosos.

 

Mas quem faz uso constante das composições de cores em seus projetos sabe como dá trabalho elaborar combinações agradáveis, evitar situações ofuscantes e balancear os contrastes.

Frequentado por designers, fotógrafos, arquitetos e profissionais da moda, o curso Projetando com a COR amplia a percepção das relações entre as cores a partir das constatações da neurociência e contribui para a elaboração de composições sedutoras, assegurando a boa legibilidade dos contrastes de cor. É essencial para quem precisa garantir o conforto visual, sem perder horas e horas com o método da tentativa e erro.

Não se trata de um curso que oferece receitas prontas de combinações de cores, mas de um treino visual que permite compreender a dinâmica dos contrastes.

Curso Projetando com a COR / Universo da Cor, São Paulo, set/2013
Curso Projetando com a COR / Universo da Cor, São Paulo, set/2013

É muito gratificante para mim, que ministro esse curso há mais de 14 anos, observar o espanto e a descoberta na expressão dos alunos durante os exercícios com placas coloridas (kit Projetando com a COR).

O sorriso e a satisfação desses profissionais das áreas de comunicação visual, ao perceberem o alcance de conceitos como “contraste simultâneo” ou “interatividade cromática”, é sem dúvida o que mais me estimula nesta atividade didática.

Curso Projetando com a COR / Universo da Cor, São Paulo, set/2013
Curso Projetando com a COR / Universo da Cor, São Paulo, set/2013

A próxima turma será agora em final de agosto:
Últimas vagas – sexta e sábado, 29 e 30/agosto/2014, no Universo da Cor, em São Paulo!
*Obs.: Aproveite para pagar a matrícula com desconto até o dia 31/julho!

Mais informações (valores, inscrição e matrícula):
http://www.universodacor.com.br/cursos-e-eventos/68/programa/projetando-com-a-cor.html

Veja, aqui mesmo no Blog, + fotos das últimas turmas

Curso Projetando com a COR, realizado em março/2014 no Universo da Cor Centro de Estudos e Pesquisas sobre as Cores
Curso Projetando com a COR / Universo da Cor, São paulo, mar/2014

Conheça outros cursos oferecidos pelo Universo da Cor, em São Paulo!

Cursos programados
http://www.universodacor.com.br/cursos-e-eventos
Cursos em breve:
http://www.universodacor.com.br/cursos-e-eventos/programas/em-breve.html

A COR na estética pessoal, Avaliação de cores na estética pessoal, Moda, Testes de cor

Kit de Tecidos para Avaliação de cores na estética pessoal

Atendendo ao pedido dos alunos que participam do curso “A COR na estética pessoal“, já está disponível para compra online o Kit de Tecidos para avaliação de cores.

Kit_de_Tecidos_Universo_da_Cor
Kit de Tecidos para Avaliação de Cores na Estética Pessoal – à venda no Universo da Cor!

O Kit apresenta as 18 tonalidades necessárias para uma análise competente da influência das cores na percepção da pele, olhos e cabelo, pois foram cuidadosamente estudadas e selecionadas considerando os aspectos neurobiológicos da percepção visual das cores (interação cromática ou contraste simultâneo).

O tamanho de cada bandeira de tecido, medindo aproximadamente 50 x 70 cm, oferece ao consultor de imagem uma condição correta para análise, permitindo cobrir todo o colo e ombros do cliente.

Os tecidos vêm numa bela e resistente sacola de tecido estampada com a marca do instituto Universo da Cor, medindo 40x45x20 cm (altura x largura x profundidade).

Veja mais detalhes: kit_tecidos_DETALHES.pdf!

Obs: O Kit de tecidos não vem acompanhado de manual de instruções para avaliação de cores e contrastes. Trata-se do material que vem sendo solicitado pelos alunos que participam do curso A COR na estética pessoal, para avaliação das cores favoráveis e desfavoráveis à percepção saudável do tom de pele.

A COR na estética pessoal, Avaliação de cores na estética pessoal, Cursos e workshops!, Testes de cor

Avaliação de cores na estética pessoal

Mais uma turma do curso “A COR na estética pessoal” acontecerá esta semana no Universo da Cor!

curso_box_esteticaA COR na estética pessoal – últimas vagas!
quinta e sexta (curso em 2 dias – 12h/aula)
quinta das 9 às 18h e sexta das 9 às 13h
15 e 16 de Maio de 2014, no Universo da Cor.

Quando será a próxima turma? Consulte a página do curso no site do Universo da Cor:
http://www.universodacor.com.br/cursos-e-eventos/62/programa/a-cor-na-estetica-pessoal.html

Partindo da percepção das cores, este curso fornece aos alunos um conhecimento fundamentado na neurociência dos sistemas visuais para avaliação do conjunto cromático de cada pessoa.

O enfoque é dado aos elementos que compõem a imagem pessoal, como tom de pele e cabelos, roupas, acessórios, maquiagem e preferências de cores.

A COR na estética pessoal - Universo da Cor / 2013
Clique e veja FOTOS DO CURSO A COR na estética pessoal
imagem_estetica
Clique e leia o post que fala deste assunto!
A cor nos ambientes internos, Cursos e workshops!, Descanso para os olhos, Design de interiores

A COR nos ambientes internos

Designers de interiores e arquitetos sabem que um projeto transforma-se com a composição de cores. Sutis diferenças de luminância entre os tons coloridos, como mostram as imagens abaixo, fazem grande diferença na leitura do espaço e sua atmosfera. Por isso é tão importante, sobretudo para esses profissionais, compreender o funcionamento do nosso aparelho visual e aprender a dominar as relações entre os contrastes.

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Simulação de cores / atmosfera / utilizada no curso A COR nos ambientes internos

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A relação entre as cores e o conforto ambiental

Um ambiente oferece conforto visual quando os contrastes entre as cores foram bem resolvidos, ou seja, quando não causam ilusão de ótica ou ofuscamento. Além disso, é preciso garantir uma boa leitura dos objetos e do espaço. E, finalmente, alinhar tudo isso com a proposta/uso/atmosfera do ambiente. Trata-se de um trabalho bastante complexo, pois são muitos os detalhes e os elementos que participam da composição das cores em um ambiente: tecidos, revestimentos e acabamentos; pintura das paredes, piso e teto; tapetes, mobiliário, quadros etc.

Sem contar com a influência da luz natural e artificial, pois a percepção das cores e da atmosfera dependerá da distribuição, qualidade e dos níveis de iluminação. 

Não é atoa que muitos profissionais sentem-se inseguros na hora da escolha das cores. Isso acontece porque eles não tiveram a oportunidade de discutir com profundidade essas questões durante o curso de graduação. Quando a composição de cores se torna um jogo intrincado e sem referências, a decisão fica por conta da intuição ou resulta do método da tentativa e erro, no qual várias possibilidades são experimentadas até se alcançar uma combinação satisfatória. O problema é que, nestes casos, fica difícil entender e justificar as próprias escolhas. 

Ouço dos meus alunos que a dificuldade enfrentada por eles durante o processo de selecionar as cores acaba levando-os a usar as mesmas composições de projetos anteriores, ou a trabalhar com os tons neutros para não criar muitos atritos com os clientes. Diante desta limitação, eles procuram os meus cursos e acabam descobrindo um universo de novas possibilidades, na medida em que assimilam as leis dos contrastes e entendem o funcionamento do sistema visual humano. 

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Outra dificuldade enfrentada por arquitetos e decoradores está na argumentação para convencer o cliente de que a composição de cores escolhida valoriza o projeto. Os cursos “Projetando com a COR”, “Círculo cromático” e “A COR nos ambientes internos” surgiram para preencher essa lacuna na formação de arquitetos e designers oferecendo uma abordagem profunda dos contrastes e das composições cromáticas, embasada na neurobiologia dos sistemas visuais.

Uma vez compreendidos os processos de compensação visual associados à percepção das cores, os alunos passam a questionar as próprias escolhas, observando seus efeitos e livrando-se de preconceitos.

No curso “A COR nos ambientes internos”, alguns exercícios são realizados diretamente com amostras dos materiais de revestimentos (como texturas, carpetes, pisos cerâmicos, tecidos etc). A textura das superfícies modela a luz, interferindo na percepção das cores.

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A minha linha de pesquisa e trabalho com as cores é contra a imposição de regras de harmonia, ou receitas prontas de composições ideias. A concepção de harmonia articula-se com a cultura, com os hábitos, com influências de diversas origens e também esta relacionada ao gosto subjetivo do usuário. Assim como não podemos falar de uma forma ideal para um projeto específico – por exemplo, a planta ideal de uma sala, o melhor desenho para a estampa de um tecido decorativo -, também não convém limitar o universo das cores a padrões preestabelecidos. Cada projeto tem suas particularidades, envolvendo costumes e contextos dos usuários. Cada caso é um caso.

Gosto não se discute, se compreende

Um dormitório pintado num tom de azul suave (pouco saturado) pode parecer, a princípio, a receita de um ambiente relaxante para qualquer usuário. Mas isso é um grande engano. A mesma tonalidade de azul, pode ser tediosa para uns, muito escura para outros, ou pode contrastar excessivamente com o mobiliário, por exemplo. Assim, é preciso investigar as preferências cromáticas do usuário, procurando adequá-las à atmosfera que se pretende criar no ambiente.

A identidade cromática do cliente não se resume à cor que ele mais gosta. Trata-se sobretudo de conhecer a sua predileção por contrastes, níveis de claridade e combinações.

Algumas pessoas relaxam em ambientes claros e se sentem sufocadas em ambientes escuros. Outras precisam de ambientes mais intimistas – menos iluminados – para repousar. Há preferências por contrastes fortes e também por transições suaves. O gosto subjetivo do usuário não deve ser descartado, mas compreendido pelo arquiteto, contribuindo para um projeto adequado à sua sensação de bem-estar.

Entre os fatores objetivos podemos considerar o equilíbrio dos contrastes que evita situações de desconforto ou confusão visual.

As cores dependem dos contrastes para serem percebidas. Um tom de azul, por exemplo, interage de maneira diferente com as demais cores e texturas que participam do campo visual. Se os móveis são de madeira escura, o tom de azul da parede tenderá a parecer mais claro, ao passo que  o contraste com a madeira clara e amarelada levará à percepção de um azul bem mais intenso, como mostra a imagem abaixo.

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Para controlar os contrastes, ou seja, compreender como é possível intensificá-los ou diminuí-los adicionando outras cores, é fundamental conhecer as misturas dos pigmentos. Por essa razão, a pedido dos meus alunos, desenvolvi o workshop Círculo cromático, um curso estritamente prático, com duração de um dia, no qual os participantes misturam tintas para obter mais de 90 tonalidades, partindo das cores primárias. Este workshop possibilita aos alunos a confecção dos seus próprios modelos cromáticos – um círculo e uma estrela – ferramentas que auxiliam o exercício de combinação de cores e previsão de contrastes.

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Uma composição agradável para longa permanência, que possa surpreender sem comprometer o conforto visual, depende portanto de um conjunto de fatores subjetivos e objetivos. Essa forma de abordagem permite elaborar o projeto cromático de um ambiente considerando o perfil do usuário e a neurobiologia dos sistemas visuais.

Para informações mais detalhadas sobre os cursos citados neste post, acesse:

ima_cursos_ambientes1Curso A COR nos ambientes internos
Carga horária 12h/aula

Próxima turma: Terça e quarta, 22 e 23.maio.2018

Terça das 9 às 18h e quarta das 9 às 13h

ima_curso_circuloWorkshop Círculo Cromático
Carga horária 7h/aula

Próxima turma: Domingo, 20.maio.2018
das 9 às 17h

Conheça também o curso Projetando com a COR!

Testes de cor

Sua visão distingue bem as cores?

O sistema visual humano é complexo. Nos permite discernir cores e luminosidade para a construção das sensações de espaço, movimento e reconhecimento de formas, rostos e objetos¹.

Usamos o termo ‘matiz’ quando queremos nos referir apenas à percepção das cores, independente da luminosidade ou grau de claridade. Separar matizes próximos é uma tarefa bem mais difícil do que se imagina a princípio.

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Detalhe do Teste de Munsell (versão online)

Distinguir apenas os matizes acaba se tornando um verdadeiro desafio visual já que nossos olhos estão acostumados a associar as tonalidades coloridas às diferenças de claridade. Tanto é verdade que mesmo cores vivas, como amarelo e laranja, apresentam diferenças de claridade. O tom de laranja vivo (saturado) é mais escuro que o amarelo, o que facilita a distinção entre estas cores. Mas quando tons próximos de verde, azul e violeta apresentam a mesma luminosidade, como na imagem acima, a sua identificação e ordenação exige maior esforço.

Teste de Tonalidades Farnsworth-Munsell 100

Para medir a nossa acuidade visual na distinção dos matizes contamos com o teste de Tonalidades Farnsworth-Munsell 100, desenvolvido há mais de 40 anos pelo americano Albert Henry Munsell (1858-1918), famoso pela criação do seu Sistema Cromático (Munsell Color System) – referência internacional para o controle de cores (colorimetria). 

Utilizado por diversos setores e especialmente na indústria gráfica, além de classificar o grau de acuidade visual das pessoas para a distinção de cor, o teste de Munsell  identifica deficiências visuais como o daltonismo.

A versão física original desse teste consiste em 4 réguas e 85 peças coloridas removíveis. O teste avalia a capacidade da pessoa em ordenar as peças coloridas na sequência correta. Segundo a X-Rite, empresa fabricante do teste Farnsworth-Munsell 100o mesmo deve ser administrado sob condições de iluminação que atendam a um padrão próximo à luz do dia, reproduzível em cabines especializadas. “O teste classifica as pessoas com visão de cor normal nos graus de superior, média e baixa habilidades de discriminação de cores e para medir as regiões de confusão de cor no caso de pessoas com anomalias nesta característica.”

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Versão física do Teste de Tonalidades de Farnsworth-Munsell 100, oferecido pela X-Rite

Há uma versão online simplificada do teste Farnsworth-Munsell 100, que podemos acessar gratuitamente no site da X-Rite. Esta versão não oferece o mesmo rigor do teste oficial, já que existem diferença na configuração e resolução dos monitores.

Mas vale a pena conferir: http://www.xrite.com/online-color-test-challenge

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Versão online do Teste de Munsell baseada no teste oficial FM100 Hue Test da X-Rite

Nota:

¹Leia + sobre percepção da cor:

1) A sensação da cor: um presente da evolução

2) A materialidade da cor na obra de Taisa Nasser

A COR na estética pessoal, Avaliação de cores na estética pessoal, Cursos e workshops!, Moda

A cor da roupa altera a percepção do tom da pele

É comum ouvirmos o comentário “você fica muito bem com essa cor!”, mas sabemos que usar determinadas cores, ainda que estejam na moda, pode ser uma tarefa difícil.

Antes de me dedicar ao estudo das cores, eu sentia grande dificuldade em usar uma roupa cor de laranja que tinha no meu guarda-roupas. Embora apreciasse o tom de laranja e a modelagem da blusa, não conseguia sair com ela, pois toda vez que a experimentava me sentia abatida –  simplesmente   a cor não me caia bem.

Afinal, a cor da roupa realmente interfere no tom da pele?

Os estudos neurocientíficos do sistema visual humano mostram que possuímos uma enorme capacidade de adaptação aos contrastes de cor e intensidade de luz, e nos levam a compreender porque a mesma cor pode amarelar ou empalidecer um determinado tom de pele, e favorecer outro.

Normalmente os tons de pele correspondem a nuances que tendem para o bege amarelado, para os marrons (mais ou menos dessaturados)  ou para os tons de rosa e pêssego. A cor da roupa não muda concretamente a nossa pele, mas pode alterar significativamente a percepção desse tom.   Tanto as peles claras como as mais escuras variam em tonalidades que podem parecer mais cinzentas, amareladas, excessivamente rosadas ou pálidas, dependendo dos contrastes que estabelecem com a roupa que vestimos. Uma mudança radical na cor do cabelo, por exemplo, também altera a aparência da pele, favorecendo ou desfavorecendo seu aspecto saudável.

Logo depois que concluí a pesquisa de mestrado na USP, sobre as teorias da cor aplicadas ao ensino do design¹, me interessei também pela consultoria cromática direcionada à imagem pessoal.

A maioria das avaliações praticadas por consultores de imagem e estilo apoia-se na teoria das quatro estações, que classifica os indivíduos em quatro categorias:  Inverno, Primavera, Verão e Outono. Este método, conhecido como “análise sazonal”, criado na década de 1950 por Suzanne Caygill, uma estilista californiana, parte do princípio de que a natureza guarda em si uma fórmula para a harmonia de cores que se reflete nas 4 estações do ano, e que  se   relaciona com a  coloração natural, personalidade e estilo dos indivíduos.  Assim, nesta linha de análise, os pigmentos da pele, cabelo e olhos  determinam se um indivíduo é do tipo Inverno, Primavera, Verão ou Outono, aconselhando-o a encontrar nas paletas destas estações as cores que naturalmente estão em harmonia com a sua essência.  O método sazonal de análise de cores é praticado ainda hoje, contando com variações e subclassificações das 4 tipologias básicas, que resultam no método sazonal expandido.

A minha linha de pesquisa das cores busca compreender o fenômeno da cor através de outra abordagem:  por meio do estudo dos contrastes e da percepção visual, à luz da  neurociência (neurobiologia dos sistemas visuais) e de teorias da percepção e dos processos de significação (semiótica). Assim, em meu método de avaliação de cores na estética pessoal, procuro não classificar os indivíduos em categorias, mas detectar a dinâmica dos seus contrastes – pele, olhos e cabelo -, verificando as cores que realçam seus tons naturais e aquelas que são prejudiciais (contrastes que destacam tons amarelados ou cinzentos na pele). Não acredito na correspondência entre temperamentos e biotipos, que está na base da concepção do método sazonal. Ou seja, nem todos que nascem com pele clara e rosada, olhos e cabelos escuros,  têm necessariamente as mesmas características de comportamento, personalidade ou predileção de cores. Pelo contrário, ainda que as pessoas que compartilhem esse biotipo possam vestir cores frias e intensas sem prejuízo para o aspecto saudável de sua pele, é preciso ter maior flexibilidade na recomendação de cores, já que algumas delas gostarão de mais contraste que outras, ou de cores menos intensas, e assim por diante. A meu ver, é importante considerar cada caso em todas as suas particularidades e proceder a analise dos contrastes da forma mais objetiva possível, sem forçar uma classificação que limitará as suas opções a um número reduzido de opções.

Veja algumas fotos do curso “A COR na estética pessoal”, frequentado por consultoras de imagem. Neste curso, que eu ministro no Universo da Cor em São Paulo, procuro orientar minhas alunas a observar mais e classificar menos. Dessa forma, é possível constatar os casos de peles neutras, que resistem à classificação pelo método sazonal.

A avaliação de cores na estética pessoal deve partir, portando, do conjunto natural das cores de cada indivíduo (pele, olhos e cabelo), sem a necessidade de classificá-lo e impor uma paleta de cores pré-definida (pelo método sazonal, ou sazonal expandido). Além disso, é preciso respeitar preferências de estilo e imagem, ou seja, se uma pessoa de pele rosada (que se beneficia com tons frios) tem preferência por tons quentes, precisamos ajudá-la a usar o que gosta sem prejudicar a aparência da sua pele, indicando estampas que combinam tons frios e quentes, maquiagem apropriada e peças de roupa e acessórios em que esses tons afetarão menos o aspecto saudável da sua pele.

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Mariana Weickert em entrevista filmada no Universo da Cor para o canal GNT

Com o propósito de oferecer dicas de moda aos assinantes do canal GNT, a equipe do programa Vamos Combinar de Mariana Weickert veio ao Universo da Cor e fez uma entrevista comigo em 2010. Nesta entrevista, que foi ao ar na semana seguinte, eu falo rapidamente sobre a diferença básica entre harmonias de cores quentes e frias, mostrando tecidos em tonalidades adequadas para cada caso. Ainda é possível assistir ao vídeo da entrevista que ficou arquivado no site da GNT (clique aqui!)

Se você se interessou pelo assunto, confira o curso “próximo curso?  

A COR na estética pessoal
com Lilian Red Miller

no Universo da Cor, em São Paulo, SP.
próxima data e conteúdo

 

+ Informações:
tel   11 2537-3804
ou através do site www.universodacor.com.br/curso-cor-na-estetica-pessoal/

Veja mais fotos deste curso: A COR na estética pessoal – turma junho/2013

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Nota:

1 – BARROS, Lílian Ried Miller (2001) A cor na Bauhaus: teorias e metodologias didáticas e a influência da doutrina de Goethe. Dissertação de Mestrado, Orientação: MONZEGLIO, Élide. Obs.: esta dissertação de mestrado desenvolvida na FAU-USP gerou o livro, publicado em 2006 pela Ed. Senac, “A cor no processo criativo”, hoje em sua quarta edição, e adotado como bibliografia fundamental em cursos sobre composição de cores por diversas instituições de ensino no Brasil.

Cursos e workshops!

A sensação da cor: um presente da evolução

A todo momento somos estimulados por cores e contrastes que configuram as imagens à nossa volta. Reconhecemos desde paisagens naturais e ambientes construídos até composições virtuais nas telas dos aparelhos eletrônicos.

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Tanto nos cenários reais quanto nos virtuais, a percepção visual dos espaços, dos objetos e das próprias pessoas é deter-minada pela presença da luz.
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Nossas retinas, que são camadas de células sensíveis à luz presentes em nossos olhos, identificam cores em diversas nuances de claridade. Nos cenários reais a luz captada pela retina é refletida pelas superfícies dos corpos, nas telas eletrônicas a imagem resulta da emissão direta de luzes coloridas.

As cores não só acrescentam informação à percepção do nosso habitat, como também constituem um estímulo vital. Para uma pessoa com visão normal, a subtração das cores dos objetos, dos alimentos e dos seres vivos induz à tristeza, monotonia e falta de interesse. Em determinados contextos, a falta de cor  pode sugerir um ambiente insípido, uma face apática ou mesmo a morte.

Um simples dia nublado, ao filtrar a luz solar, reduz a intensidade das cores e contrastes. Esse efeito já é suficiente para que muitas pessoas se sintam desmotivadas ou até deprimidas. Ouvimos muito falar sobre a influência isolada de cada cor, mas o que realmente conta não é o efeito de cada cor isoladamente, e sim a composição de todos os tons de um cenário, a forma como estão distribuídos no espaço e os contrastes que foram criados. Ambientes com fortes contrastes de cor e claridade nos deixam mais despertos e apreensivos, já que a percepção das diferenças constitui o nosso maior interesse neurobiológico. Por outro lado, contrastes sutis induzem, com maior efeito, ao relaxamento. 

Nos cursos do Universo da Cor (www.universodacor.com.br) o meu principal objetivo é fazer com que os alunos entendam com profundidade as leis neurobiológicas que regem a nossa percepção visual. Através de exercícios com o Kit Projetando com a COR eles experimentam combinações de cores e compreendem a relação entre os contrastes para poderem projetar com mais segurança e compor cenários prazerosos e criativos. Sem estabelecer regras para a combinação de cores, a proposta didática é ampliar as possibilidades associativas entre as tonalidades, compreendendo sua interação, seja na reflexão cromática de um projeto gráfico, arquitetônico, ambiental ou industrial. 

Curso Projetando com a COR, Universo da Cor, set.2012
Curso Projetando com a COR, Universo da Cor, set.2012

A sensação da cor é um presente da evolução. Ou seja, é uma capacidade que resulta de um longo processo evolutivo. “Grande parte dos mamíferos não enxerga as cores, ou melhor, não as diferencia. Eles possuem apenas o sistema visual denominado pela neurobiologia como “where system” (sistema onde), especializado na percepção de luz e sombra e nas construções de movimento, espaço, posição, profundidade, distinção figura-fundo e organização global da cena visual. Já o “what system” (sistema o quê) – sistema de informação visual associado à distinção das cores –, que é bem desenvolvido nos primatas e em nossa espécie, formou-se a partir de um processo evolutivo mais recente que se sobrepôs ao primeiro (sistema onde), conferindo-nos também a capacidade de distinguir os comprimentos de ondas, reconhecendo cores e objetos (incluindo rostos). Esses dois sistemas visuais paralelos extraem informações distintas do ambiente e constroem, em diversas áreas especializadas do nosso cérebro, todas essas dimensões do visível.”¹
Em 
“A escalada do monte improvável”², uma defesa da teoria da evolução, Richard Dawkins dedica um capítulo aos vários caminhos evolutivos do olho, mostrando as suas diferentes funções e características. Ele faz, por exemplo, uma interessante comparação entre o olho facetado de um inseto e o olho humano. O olho do inseto, embora apto à percepção da luz ultravioleta, que é invisível para nós, ocupa uma área enorme da cabeça, detecta com eficiência os movimentos, permitindo ao seu portador uma varredura de quase 360 graus – o que torna facilita a fuga destes pequenos seres ao menor sinal de mudança no cenário. Os olhos humanos, por sua vez, sem a visão abrangente do inseto, restringem-se a uma visão frontal; mas especializaram-se para a percepção da profundidade e para o reconhecimento de objetos e rostos com grande acuidade. 

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As cores constituem uma sensação que dividimos com algumas outras espécies, como os peixes, pássaros e insetos, além dos primatas. O que nos faz pensar que, para além das sua funções biológicas, são uma fonte de prazer visual que temos o privilégio de desfrutar!

1 – BARROS, Lilian Ried Miller. “A cor inesperada: uma reflexão sobre os usos criativos da cor”. Tese de Doutorado/ Área de concentração: Design e Arquitetura – FAU USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo. Orientador: Silvio Melcer Dworecki. São Paulo, 2012.

2 – DAWKINS, Richard. “A escalada do monte improvável”, tradução Suzana Sturlini Couto, Ed. Companhia das Letras, São Paulo: 1998.